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Domiciliar humanitária

Moraes mantém prisão domiciliar de Roberto Jefferson, mas adverte sobre violações

Ministro considerou documentos médicos suficientes, mas olhou para violação apontada por monitoramento.
Ministro considerou documentos médicos suficientes, mas olhou para violação apontada por monitoramento. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu manter a prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-deputado federal Roberto Jefferson. Na decisão desta segunda-feira (25), porém, o ministro aponta para uma detecção de saída na área permitida e adverte que, em caso de novo descumprimento, o benefício poderá ser revogado.

Moraes considerou suficientes os documentos médicos que comprovam a gravidade do quadro clínico de Jefferson. Nos últimos dias, o parlamentar foi submetido a exames de urgência devido à presença de sangue na urina e coágulos na bexiga. Ele passou recentemente por uma cirurgia na próstata.

Jefferson foi condenado a nove anos de prisão por tentativa de impedir o livre exercício dos poderes (sob a já extinta Lei de Segurança Nacional), incitação ao crime de dano e homofobia por meio de redes sociais. A condenação levou em conta falas que supostamente incitariam a violência contra integrantes da CPI da Pandemia e à sugestão de que se explodisse o prédio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de alegar que haveria uma "demolição moral da família" com a ascensão da comunidade LGBTQIA+.

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Moraes permitiu o parcelamento da multa de R$ 452,3 mil em 24 parcelas de R$ 18,8 mil para que haja a progressão de regime. A defesa ainda busca a anulação da multa.

O ex-deputado ainda arcou com uma indenização de R$ 200 mil a uma agente da Polícia Federal (PF) ferida na cabeça, cotovelo e joelho após o ataque a tiros durante a tentativa de cumprimento de um mandado expedido por Moraes.

Aos 72 anos, Jefferson já passou por procedimentos para tratar de tumores no pâncreas, testículo tireoide e cólon. Registros médicos ainda relatam crises convulsivas, desnutrição e depressão.

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