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Moraes nega visita de assessor de Trump a Bolsonaro após ouvir Mauro Vieira

Ministro reconsiderou decisão após Mauro Vieira apontar risco de "ingerência em assuntos internos".
Ministro reconsiderou decisão após Mauro Vieira apontar risco de "ingerência em assuntos internos". (Foto: Antonio Augusto/STF)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mudou sua decisão anterior e negou, nesta quinta-feira (12), a visita do assessor do departamento de Estado do governo dos Estados Unidos Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Na reconsideração, o ministro acolheu os argumentos do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que apontou para a justificativa apresentada no pedido de visto. Nele, Beattie apontava apenas a participação no Fórum Brasil-EUA de Minerais Críticos, sem citar a visita ao 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal.

Com isso, Moraes entendeu que a visita "não está inserida no contexto diplomático que autorizou a concessão do visto e seu ingresso no território brasileiro, além de não ter sido comunicada, previamente, às autoridades diplomáticas brasileiras, o que, inclusive, poderia ensejar a reanálise do visto concedido".

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O ministro ainda cita um trecho do ofício de Vieira que fala em risco de "indevida ingerência em assuntos internos" na visita, sobretudo em razão do ano eleitoral.

Moraes acionou o Itamaraty após a defesa de Bolsonaro pedir a mudança na data já autorizada, para que coubesse na agenda de Beattie. Diante disso, o ministro quis saber se havia alguma agenda diplomática agendada entre o governo brasileiro e o assessor.

Houve a articulação por uma reunião entre Beattie e o chefe da Coordenação-Geral de Ilícitos Transnacionais (Cocit), Marcelo Della Nina, mas sem confirmação oficial. O americano deve chegar ao Brasil na próxima segunda-feira (16) e voltar ao seu país na quarta-feira (18).

Apesar da ausência da menção no visto, o Itamaraty reconhece que a embaixada dos Estados Unidos em Brasília comunicou sobre a visita de Beattie a Bolsonaro. Para Moraes, no entanto, a comunicação verbal não é suficiente.

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