
Ouça este conteúdo
O senador Sergio Moro (PL-PR) usou suas redes sociais para criticar a entrevista do presidente Lula (PT) ao Jornal Nacional nesta quinta-feira (27). Para o ex-juiz da Lava Jato, o petista é "transtornado, rancoroso e mentiroso" e foca em ataques à operação para tentar ocultar "os diversos escândalos de corrupção que aparecem em todos os seus governos e as suspeitas que agora pairam sobre o seu filho Lulinha".
"Eu estava na CPMI e presenciei a base do governo impedir as apurações sobre o Lulinha e sobre a Roberta Luchsinger, que agora ele chama de pilantra", afirmou, em postagem logo após a entrevista.
Em fevereiro de 2026, a sessão da CPMI do INSS foi tomada por um bate-boca enquanto os parlamentares de oposição tentavam aprovar um requerimento pela quebra dos sigilos bancário e telefônico de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente. Os governistas acusaram o presidente dos trabalhos, senador Carlos Viana (PSD-MG), de fraudar a contagem de votos. Depois disso, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu o ato, alegando que a aprovação não poderia ocorrer em bloco.
VEJA TAMBÉM:
Durante sua entrevista, Lula afirmou que, até o momento, o que se tem contra Lulinha são apenas "ilações tiradas de telefonemas", mas defendeu que seu filho seja investigado. O petista se comprometeu a não exercer "um milímetro de movimento" para protegê-lo.
Sobre a Lava Jato, o presidente afirmou que foi vítima da "maior mentira montada neste país", que teria como objetivo retirá-lo da disputa presidencial em 2018, quando Fernando Haddad (PT) o substituiu e perdeu para Jair Bolsonaro (PL).
Para Moro, o governo pratica "diversas manobras" para impedir o trabalho do ministro André Mendonça, relator das operações Sem Desconto (fraudes no INSS) e Compliance Zero (caso Master), além de dois dos três inquéritos autônomos contra Lulinha. O outro está com Dino.
Agora, Carlos Viana coleta assinaturas para abrir uma CPMI voltada especificamente ao filho do presidente, chamada de "CPMI do Lulinha". O parlamentar irá divulgar na próxima semana os nomes de quem já assinou o requerimento, mas já detalhou os partidos desses deputados e senadores:
- Senado: PL, PSD, PP, PSDB e Republicanos.
- Câmara: PL, MDB, Novo, PP, União Brasil, PSD, Podemos e PSDB.




