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No Brasil, estudos clínicos que envolvem a hidroxicloroquina/cloroquina devem continuar, diz Conep
| Foto: Bigstock

No mesmo dia em que os Estados Unidos revogaram a autorização de uso emergencial da cloroquina e hidroxicloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19, o governo brasileiro estendeu a permissão de uso destes medicamentos para grávidas e crianças. Uma revisão na nota informativa do Ministério da Saúde (documento com o protocolo autorizado) deve ser  publicada ainda na noite desta segunda-feira (15).

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De acordo com Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do ministério, os médicos poderão usar os fármacos no tratamento ainda em estágio precoce da doença. “A orientação nas gestantes se justifica pela consideração de que elas compõem um gripo de risco já reconhecido pelo Ministério da Saúde. (...) Da mesma forma que as crianças, que julgávamos que seriam menos afetadas, [mas que] hoje temos a constatação por diversos serviços mundiais e sociedades de pediatria do mundo todo dando conta da ocorrência de síndromes respiratórias multissistêmicas graves levando a morte”, disse, em entrevista coletiva.

Desde o dia 20 de maio o governo brasileiro permite a aplicação de cloroquina e hidroxicloroquina – respeitando a autonomia dos médicos. Os medicamentos, usados comumente no tratamento da malária, não têm comprovação científica de eficácia no combate ao novo coronavírus. Informação ressaltada, inclusive, nos próprios documentos do ministério.

A decisão vai ainda na contramão de outros países. Também nesta segunda-feira, a agência de controle de drogas dos Estados Unidos, a FDA, revogou a autorização de uso emergencial de cloroquina e hidroxicloroquina para pacientes com Covid-19. A autorização, que havia sido dada em 28 de março, foi retirada porque "é improvável que sejam eficazes no tratamento da Covid-19 ".

O órgão afirmou que "à luz dos eventos adversos cardíacos graves e outros efeitos colaterais graves, os benefícios conhecidos e potenciais não superam mais os riscos conhecidos e potenciais para o uso autorizado".

Estados Unidos e Brasil lideram o ranking de casos e óbitos da doença no mundo.

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