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Última Análise

“Não há reconciliação”, diz professor da FGV sobre relação com STF em 2027

STF
PL terá a maior bancada do Senado, mas aliança com partidos de direita ainda deixará 12 votos pró-impeachment em aberto. (Foto: Antônio Augusto/STF)

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No programa Última Análise desta terça-feira (06), os convidados falaram a respeito da possibilidade do processo de impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A hipótese se tornou mais real, após o avanço da bancada do PL (Partido Liiberal) no Congresso Nacional, somada à vitória parcial de Flávio Bolsonaro no último domingo (04).

"Neste primeiro turno, o eleitor claramente deu um mandato prioritário ao Senado Federal para reenquadrar o STF, dentro dos limites da democracia constitucional. E isso se tornou prioridade da pauta legislativa do ano que vem", diz o professor da FGV Daniel Vargas.

O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha do colega Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência da República, disse nesta terça-feira (6) ao presidente do STF, Edson Fachin, que um eventual governo do parlamentar não fará “vingança nem omissão” contra a Corte.

"As peças já estão se movimento em virtude da nova composição do Senado. Marinho é um grande articulador político e por isso foi escolhido por Flávio. O recado é claro: ele é o candidato principal à presidência da Casa em 2027", avalia o jurista Frederico Junkert.

STF quer trégua

Já nesta terça-feira (06), Moraes autorizou a progressão de pena para o regime semiaberto para a cabeleireira Débora Rodrigues, que ficou conhecida como “Débora do Batom” por ter vandalizado a estátua em frente à Suprema Corte.

Segundo Junkert, há uma clara mudança no "clima político" do Brasil. "Já temos uma série de decisões escancarando que a atuação da Corte foi política. A intenção é a de apagar, apaziguar os ânimos e esquecer tudo o que aconteceu", explica.

Em outra decisão semelhante, Moraes arquivou o processo que investigava os jornalistas Oswaldo Eustáquio e Allan dos Santos por conduzirem uma suposta campanha de ataque virtual.

"Precisamos de um esforço de mobilização nacional para corrigir todos os abusos judicais do STF. Não há reconciliação. As pessoas privadas de liberdade precisam ser reparadas", diz Vargas.

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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