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Entrevistas à Gazeta

O que muda para Flávio após vazamento de áudio? Analistas debatem

A divulgação de um áudio do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para o banqueiro Daniel Vorcaro movimentou o cenário político e levantou o debate: qual deve ser o impacto do episódio na pré-campanha? Analistas entrevistados pela Gazeta do Povo manifestaram suas impressões.

O analista político Carlos Dias reconhece que a divulgação do áudio abala de forma circunstancial a pré-campanha de Flávio, porém, vê como um desgaste momentâneo que será superado. “O Flávio deveria ter se antecipado e dito que houve essa conversa, isso encerraria a história. Mas não vejo ponto negativo para ele perder a moral ou ser substituído”, avalia. Clique aqui e assista à entrevista completa.

Para Dias, não há motivo para maiores mudanças. “Flávio deve continuar o que vem fazendo: visitar o Brasil, ser enfático em sua proposta de restauração e se defender dos ataques, mas sem deixar que isso vire o centro da campanha. É uma página virada. Ele não recebeu dinheiro ilícito e não cometeu crime ou ato imoral.”

Após a crítica feita pelo também pré-candidato Romeu Zema (Novo), que classificou o pedido do senador a Vorcaro como “imperdoável”, o analista vê a necessidade de conversar com outros grupos de direita para saber o que pretendem. “É preciso definir se caminharão como aliados ou concorrentes”, conclui.

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Mobilização de aliados deve amenizar impacto

Especialista em marketing político, Arthur Reis acredita que houve um erro de comunicação por parte de Flávio Bolsonaro e sua equipe, mas destaca a resposta rápida dele e de seus aliados. “Há impactos negativos, sim, mas, com seu posicionamento e a mobilização que estão fazendo deputados e senadores, o fato será amenizado. Afinal, não tem ilegalidade nenhuma em pedir dinheiro para financiar um filme”, diz. Assista à íntegra da entrevista.

Para o analista, é preciso, a partir de agora, retrabalhar a imagem de Flávio Bolsonaro. “Ele deve trabalhar o conceito de família, de alguém que está buscando resolver a dor da população, de milhares de pessoas que estão passando dificuldade. E não pode deixar a fragmentação acontecer.”

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