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Oswaldo Eustáquio
Ministro do STF afirma que Oswaldo Eustáquio estaria usando contas bancárias da filha para pedir doações pelas redes sociais.| Foto: Gazeta do Povo/arquivo

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou o bloqueio das contas bancárias da filha do jornalista Oswaldo Eustáquio por supostamente estarem sendo usadas por ele para receber doações após pedidos nas redes sociais.

O pedido de bloqueio das contas foi publicado pelo site Metrópoles e confirmado pela Gazeta do Povo nesta terça (18). Moraes afirma, no inquérito, que Eustáquio estaria agindo “de maneira sorrateira” para arrecadar dinheiro “mediante propagação de mentiras” para recebimento de doações “que serão destinadas à manutenção do status de ilegalidade de sua situação”.

Segundo o magistrado, o uso das contas bancárias da filha evidenciaria a “tentativa de burlar a determinação de bloqueio de suas contas, bens e valores, ou seja, em último propósito, para possibilitar a continuidade da prática criminosa e permanecer foragido”. Eustáquio negou que seja foragido, e afirmou ser um “refugiado político”.

O inquérito aponta que duas contas da filha dele, que tem 15 anos de idade, teriam sido bloqueadas: uma conta-corrente de R$ 6,3 mil e outra de R$ 374,7 mil de investimento em previdência privada. No final do mês passado, Moraes determinou que a defesa dela preste esclarecimentos sobre a origem dos recursos, e questionou o Ministério da Justiça se Eustáquio havia conseguido asilo político no Paraguai.

A determinação do magistrado veio após a vice-procuradora geral da República, Lindôra Araújo, pedir o desbloqueio das contas a pedido da defesa da filha de Eustáquio, que alegou que houve um “mal-entendido” e que ela usa o dinheiro para ir à escola, entre outros gastos.

Oswaldo Eustáquio foi preso duas vezes por ordem de Alexandre de Moraes, em 2020 e 2021. Atualmente, é investigado pelos crimes de ameaça, perseguição, incitação ao crime, associação criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A defesa dele classificou como “absurdo” o bloqueio das contas.

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