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Vídeo da reunião entre Moro e Bolsonaro vai ser divulgado?
O ex-ministro Sergio Moro ao lado do presidente Jair Bolsonaro.| Foto:

O advogado Rodrigo Sánchez Rios, que atua na defesa do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, afirmou nesta sexta-feira (22) que a decisão do ministro do STF Celso de Mello de levantar o sigilo de ampla parte da reunião ministerial do dia 22 de abril "possibilita às autoridades e à sociedade civil constatar a veracidade das afirmações do ex-ministro em seu pronunciamento de saída do governo e em seu depoimento à Polícia Federal, em 2 de maio". A nota foi divulgada pouco após a divulgação dos vídeos pela Corte. Ao deixar o Planalto, Moro revelou supostas tentativas de interferência do presidente Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

Ainda segundo a nota, "a defesa do ex-ministro Sérgio Moro recebeu com respeito e serenidade a decisão do ministro Celso de Mello, relator do Inquérito 4831, que entendeu pela divulgação do conteúdo substancial da reunião ministerial de 22 de abril de 2020". Em sua manifestação ao STF, o advogado do ex-ministro havia solicitado a divulgação da gravação na íntegra; entretanto o ministro optou por retirar dois trechos da reunião, em que o assunto tratado tinha relação com relações internacionais. A defesa ainda avalia que "a decisão do Ministro Celso de Mello ressalta o avanço democrático brasileiro, coibindo qualquer tipo de arroubo autoritário e reafirmando a soberania da lei e dos valores da Constituição Cidadã”.

Horas depois da divulgação, a próprio ex-ministro foi ao Twitter e escreveu: "A verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores, como a demissão do Diretor Geral da PF e a troca na superintendência do RJ. Quanto a outros temas exibidos no vídeo, cada um pode fazer a sua avaliação", disse Moro.

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