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Abandono de cargo

PF conclui processo e recomenda expulsar Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro recebeu benefício para residir permanentemente nos EUA (Foto: EFE/Andre Borges)

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A Polícia Federal (PF) decidiu expulsar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro da corporação após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) por abandono de cargo. A decisão final cabe ao ministro da Justiça, Wellington Lima e Silva.

Segundo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Eduardo ocupava o cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro antes de ser eleito para o Congresso Nacional. Ele está nos EUA desde fevereiro de 2025.

No início deste ano, ele passou a enfrentar o PAD após a PF ter decidido que ele deveria retornar às funções após ter sido cassado pela Câmara dos Deputados por faltas injustificadas. A Gazeta do Povo procurou a PF para comentar, mas não teve resposta.

Na tarde de segunda-feira, foi anunciado que o político teve o visto permanente para residir nos EUA, o chamado Green Card, concedido pelo governo americano. Isso o autoriza a permanecer nos EUA com a família pelo tempo que quiser.

Para Eduardo, a concessão do visto demonstraria a “diferença no tratamento” dado pelo governo brasileiro, dominado por decisões arbitrárias do Supremo Tribunal Federal, em comparação aos EUA, que ele chamou de “farol da democracia” em suas redes sociais.

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