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A Polícia Federal desmarcou o depoimento do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, que seria realizado nesta segunda-feira (3), no âmbito da investigação sobre supostas irregularidades na destinação de emendas parlamentares.
A Gazeta do Povo apurou com fontes a par da investigação que o depoimento foi cancelado a pedido dos advogados de Valdemar e aceito pela corporação. A defesa do dirigente preferiu não comentam o andamento do caso. Não há uma nova data definida.
Valdemar foi convocado para o depoimento por decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que apura uma suposta atuação na indicação das emendas que, segundo a Polícia Federal, é exclusiva de deputados e senadores em exercício do mandato.
De acordo com os investigadores, funcionários da Câmara dos Deputados teriam participado de um esquema clandestino para direcionar, conforme o interesse de Valdemar, ao menos 21 emendas parlamentares no montante de R$ 119,2 milhões. A suspeita decorre do fato do dirigente ser ex-deputado federal, sem prerrogativa legal para indicar emendas parlamentares.
Para a Polícia Federal, a destinação desses recursos deve partir exclusivamente de parlamentares no exercício do mandato. Valdemar, no entanto, defendeu a atuação dos dirigentes com a alegação de que eles possuem uma “visão nacional” das necessidades do partido, enquanto cada deputado concentra sua atuação nas demandas de suas bases eleitorais.
“É lógico. A função do presidente é cuidar do partido”, declarou em entrevista à GloboNews.
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Em meados de julho, Dino determinou que 21 partidos da base governista e da oposição explicassem a destinação de emendas de seus parlamentares após as afirmações de Valdemar: Avante, Cidadania, MDB, Missão, Novo, PcdoB, PDT, PL, Podemos, PP, PRD, PSB, PSD, PSDB, PSOL, PT, PV, Rede, Republicanos, Solidariedade e União Brasil. As legendas terão dez dias para apresentar explicações.
“Prestem informações acerca de eventual definição, gestão, distribuição ou operacionalização de emendas parlamentares, por parte da presidência dos partidos políticos. Em especial, deverão esclarecer pontos sem prejuízo de outras informações que julgarem pertinentes”, ressaltou Dino na decisão.
As investigações apontam Valdemar Costa Neto e o ex-deputado Eduardo Cunha (Republicanos-RJ) como supostos articuladores da destinação de emendas por meio de parlamentares com mandato. Flávio Dino determinou o bloqueio de até R$ 119 milhões atribuídos a Valdemar e de R$ 6 milhões relacionados a Cunha.









