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A Polícia Federal (PF) deve pedir para ouvir presencialmente o filho do presidente, Fábio Luís da Silva, o Lulinha, investigado em três inquéritos pela corporação. Segundo fontes ouvidas pela Gazeta do Povo, o pedido deve ser feito nos próximos dias. A defesa do empresário sempre declarou que ele está à disposição.
A informação foi antecipada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo e confirmada pela reportagem com pessoas a par dos trabalhos. A avaliação é que, com três inquéritos abertos, não poderia deixar de haver uma convocação para depor. Lulinha mora desde 2024 na Espanha.
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O primeiro depoimento seria a respeito da suspeita de uma suposta rede de tráfico de influência no governo com tentativas de facilitar uma empresa de cannabis medicinal do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", que é apontado pela PF como operador do esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS.
Este inquérito é relatado pelo ministro André Mendonça, que foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e tem representado uma ala mais combativa da Suprema Corte, em oposição ao garantismo representado pelo decano Gilmar Mendes.
A reportagem mantém contato com a defesa de Lulinha, que sempre tratou as acusações como uma tentativa de desgastar a imagem do seu pai, o presidente da Lula. De acordo com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, seu cliente esclareceria todos os fatos.
“Utilizaremos todas as oportunidades para esclarecer qualquer dúvida que porventura surja sobre as atividades pessoais e profissionais de Fábio Luís. Ele comprovará, ao final, que não tem relação direta ou indireta com qualquer tipo de irregularidade”, disse a defesa em nota oficial do dia 4 de agosto.







