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Operação Overclean

PF indicia “Rei do Lixo” e outras 24 pessoas por desvio de emendas

Polícia Federal
Relatório aponta suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro em esquema de R$ 1,4 bilhão. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

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A Polícia Federal indiciou o empresário José Marcos de Moura, conhecido como “Rei do Lixo”, e outras 24 pessoas por suspeitas de fraude, corrupção e lavagem de dinheiro em um esquema envolvendo desvios de emendas parlamentares e contratos públicos. Entre os indiciados está Rafael Guimarães de Carvalho, ex-coordenador do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra as Secas) na Bahia.

Os indiciamentos fazem parte do primeiro relatório da Operação Overclean, deflagrada em 2024 para investigar suspeitas de desvios que podem chegar a R$ 1,4 bilhão em contratos do Dnocs. A apuração também identificou suspeitas de fraudes em licitações de serviços de limpeza urbana, direcionamento irregular de emendas e corrupção em prefeituras.

As defesas dos envolvidos ainda não se pronunciaram, o espaço segue aberto para manifestações.

A investigação que levou à Operação Overclean envolve políticos ligados ao União Brasil e já alcançou prefeitos, deputados e servidores públicos desde o início da operação, em dezembro de 2024. O caso tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Kassio Nunes Marques.

José Marcos de Moura é empresário dos setores de limpeza urbana e pavimentação, principalmente na Bahia, e aparece como principal investigado na operação. Segundo a investigação apresentada no material, ele é suspeito de liderar uma rede que teria utilizado pagamentos de propina e influência política para favorecer contratos públicos.

A Polícia Federal também apurou possíveis conexões entre o empresário e articulações políticas, incluindo indicações para cargos em administrações municipais. A investigação aponta ainda suspeitas de contratos superfaturados e de utilização de mecanismos para ocultar ou movimentar recursos provenientes das irregularidades.

A Operação Overclean ganhou repercussão pelas apreensões realizadas durante as diferentes fases da operação, entre elas dinheiro sendo jogado pela janela, guardado em gavetas e escondido dentro de botas. A investigação apontou que empresas fantasmas eram utilizadas para o desvio e lavagem de dinheiro público, ocultação patrimonial, aquisição de bens de luxo e contas em cassinos.

Ao longo da investigação, também foram atingidos parentes do deputado Elmar Nascimento (União -BA), além dos deputados Félix Mendonça (PDT-BA) e Dal Barreto (União -BA).

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