Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Sem foro

PGR defende envio de investigação da “Abin paralela” para a primeira instância

PGR defende envio de investigação da “Abin paralela” para primeira instância
Gonet afirmou que único investigado com foro no caso "Abin paralela" era Bolsonaro, que já teve sua conduta analisada na ação penal do golpe. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Ouça este conteúdo

A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu nesta quinta-feira (18) o envio à primeira instância dos fatos remanescentes da investigação sobre a existência de estrutura clandestina de monitoramento na Agência Brasileira de Inteligência (Abin), entre 2019 e 2022, conhecida como “Abin paralela”.

O pedido trata de investigados que não possuem foro por prerrogativa de função na Corte, incluindo o ex-vereador e pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL).

Há um ano, a Polícia Federal indiciou 36 pessoas no relatório final do caso. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não foi indiciado, pois já respondia a ação penal da suposta tentativa de golpe de Estado.

VEJA TAMBÉM:

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, argumentou que, como os demais investigados participaram de supostos ilícitos contra a Administração Pública que “não guardam relação imediata com autoridades detentoras de foro especial”, não se justifica a manutenção do processo no STF.

"A manifestação é pelo declínio de competência desta Petição à primeira instância, para apreciação dos fatos remanescentes", concluiu o procurador-geral.

O caso agora aguarda a decisão do ministro relator, Alexandre de Moraes. Se o pedido for acatado, as investigações sobre os 36 indiciados passarão a tramitar na primeira instância.

“Abin paralela”

A PF apontou indícios de crimes, como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, interceptação telefônica clandestina, corrupção passiva e prevaricação.

Além disso, foram encontrados desvios na própria aquisição da ferramenta FirstMile e tentativas de ocultar as atividades ilegais para embaraçar as investigações.

Segundo a PGR, esse núcleo era composto por policiais federais cedidos e oficiais de inteligência que atuavam sob o comando de Alexandre Ramagem, então diretor-geral da agência.

A PGR apontou que o grupo funcionava como uma "verdadeira central de contrainteligência" voltada para fins políticos, utilizando ferramentas estatais para:

  • Monitoramento sistemático de opositores, inclusive com o uso do sistema de geolocalização em tempo real FirstMile;
  • Produção e difusão de notícias fraudulentas (fake news) para erodir a imagem de alvos selecionados;
  • Ações de desinformação em favor do grupo político do então presidente jair Bolsonaro.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.