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Esclarecimentos

Polícia Penal alega urgência ao explicar transferência de Filipe Martins sem aval de Moraes

Filipe Martins foi transferido para complexo penitenciário médico após coordenadoria reconhecer condição de preso político.
Filipe Martins foi transferido para complexo penitenciário médico após coordenadoria reconhecer condição de preso político. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

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A Polícia Penal do estado do Paraná reconheceu que não pediu autorização ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) para transferir o ex-assessor Filipe Martins da Cadeia Pública de Ponta Grossa para o Complexo Médico Penal (CMP), mas explicou que foi identificada uma "urgência operacional". "Tal circunstância não decorreu de desconsideração à autoridade judicial, mas da priorização imediata da proteção do custodiado em cenário considerado sensível pelas áreas técnicas", complementa.

O ofício é datado desta segunda-feira (2) e foi assinado pela diretora-geral do órgão, Ananda Chalegre dos Santos. Ela explicou que a diretoria de Segurança Penitenciária identificou riscos à segurança de Filipe. Após reconhecer que não houve o pedido de autorização, em razão da urgência, a diretora-geral pede que Moraes mantenha o ex-assessor no CMP.

Filipe Martins foi condenado a 21 anos de prisão, acusado de envolvimento no suposto plano de golpe de Estado, que teria sido comandado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Procuradoria-Geral da República (PGR) atribuiu a ele a responsabilidade pela chamada "minuta do golpe", documento que embasaria uma ruptura institucional.

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Negociação interna de transferência usou termo "preso político" para se referir a Filipe Martins. Ao questionar, Moraes usou expressão entre aspas e deu 24 horas para esclarecimentos. Negociação interna de transferência usou termo "preso político" para se referir a Filipe Martins. Ao questionar, Moraes usou expressão entre aspas e deu 24 horas para esclarecimentos. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)

A operação foi discutida internamente. A Coordenação Regional de Ponta Grossa da Polícia Penal chegou a reconhecer Filipe Martins como um preso político, solicitando a transferência à diretoria da instituição. A autorização ocorreu sob a argumentação de que "o custodiado possui histórico de exercício em função pública, o que o coloca em condição diferenciada de risco no convívio com a população carcerária comum".

No despacho da última sexta-feira (27), Moraes utilizou o termo preso político entre aspas e deu 24 horas para que a Polícia Penal explicasse, "os motivos pelos quais não foi solicitada a esta Corte a autorização de transferência do réu antes de efetivá-la."

Embora a transferência tenha ocorrido, de acordo com o órgão, por conta da exposição política de Filipe Martins, foi realizado um exame médico na chegada ao CMP, que ocorreu na manhã do dia 6 de janeiro. A avaliação identificou pré-diabetes, acúmulo de gordura no fígado e pedras nos rins. Ele foi classificado como de baixo risco, mas a equipe acompanha o quadro de pré-diabetes.

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