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Cabo Daciolo
Onde está Cabo Daciolo: a pergunta que muitos eleitores se fazem até hoje.| Foto:

Cabo Daciolo atingiu o ápice da popularidade durante as eleições presidenciais de 2018. Com um tempo minúsculo de TV (8 segundos e mais 11 inserções de 30 segundos), o então candidato à presidência fez dos debates – e das redes sociais – seu palco.

Suas frases, seu comportamento e o carioquês com a expressão “Glória a Deus” viraram meme - até quem não gostava dele o imitava. Um de seus vídeos viralizou, ao dizer que correu para um monte jejuar e disse que uma sociedade secreta queria matá-lo. Por mais de uma vez discursou contra a maçonaria e os illuminatti e quis 'botar abaixo' as estátuas da Havan.

Ex-deputado federal e pastor evangélico, ele também segue pregando: “Hoje as pessoas estão dando glória a Deus, até o ateu está dando glória a Deus, amém”, disse uma live publicado no Facebook, dia 5 de abril.

Com 1,3 milhões de votos, Daciolo ficou em sexto lugar e conseguiu o feito de deixar para trás na corrida presidencial nomes mais experientes na política como Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB). Considerando que ele passou parte da campanha em jejum e oração, isolado no monte, não é pouca coisa.

Onde está Cabo Daciolo

Com o fim das eleições, ficou a dúvida: onde está Daciolo? Ele deixou os holofotes, mas segue nas redes sociais. Apesar de a frequência de postagens não ser grande, segue pregando e falando sobre política: “Agora eles querem aprovar a reforma da previdência, tá repreendido, a previdência é superavitária”, falou na internet.

No vídeo de meia hora de dia 5 de abril, entre as pregações, o pastor fala sobre sobre a vontade de “fazer algo verdadeiro, algo concreto pelo país”, mas explica que teve dificuldade em falar sobre a ideia no período eleitoral.

“Nós tivemos mais de um milhão de votos. Se nós colocarmos uma conta [corrente] - e essa conta ficar transparente para todos nós - e cada um [que votou] colocar um real, veja quanta coisa nós podemos fazer, e sem estar na mão do sistema”, afirma Daciolo. Ele argumenta que, com o dinheiro, será possível levar a palavra de Deus para o todo o país e ajudar os necessitados com transparência.

Por outro lado, ele afirma que tem recebido propostas para voltar à política “na cadeira que quiser”, mas afirma que ainda não deve seguir esse caminho, justificando assim a ideia da doação. O ex-deputado afirma que muitos dos convites são para se candidatar a prefeito, mas não especifica detalhes das propostas.

Contra a reforma da Previdência

Daciolo dedicou um vídeo para falar sobre "a mentira" envolvendo o déficit da Previdência. Ele diz que o povo está sendo "massacrado" pelos bancos. Afirma que as instituições financeiras devem e sonegam a Previdência, acusando Paulo Guedes de fazer parte do esquema. Ele explica que passou muito tempo calado, mas não aguentava mais "a cara de pau das autoridades da nação brasileira".

Ele começa o vídeo citando o processo em que é investigado. De acordo com o Portal G1, a acusação é por desvio de verbas públicas através dos pagamentos feitos a uma empresa, que pertenceria de um membro dos bombeiros.

Cavalo presidencial

Cabo Daciolo completou 43 anos, no dia 30 de março. Passado alguns dias da comemoração, ele decidiu dar de presente um de seus cavalos, “Gavião”.

Levaria o presente quem explicasse o motivo de querer o cavalo e, claro, demonstrasse que gosta de animais - a regra principal seria não vender o bicho. No Facebook, Daciolo anunciou que um de seus seguidores chamado Caio foi quem ganhou.

Vida deBombeiro

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, o Cabo Daciolo, ficou conhecido em 2012, após ter sido um dos líderes da greve no Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Passou nove dias preso em Bangu acusado de incitar a greve.

Também em 2012, voltou a ser preso, por suspeita de violar o artigo 155 do Código Penal Militar, “incitar à desobediência, à indisciplina ou à prática de crime militar”. Ele voltava da Bahia, onde apoiou a paralisação dos PMs. Durante o tempo na prisão, fez greve de fome: recusou as refeições oferecidas.

Na época o Jornal Nacional divulgou conversas telefônicas em que o cabo falava sobre a pretensão de levar o movimento da Bahia para o Rio. Também em 2012 foi expulso da corporação, mas no ano seguinte foi anistiado por Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro na época.

Deputado pelo Psol

Em 2014, Daciolo foi eleito deputado federal pelo Psol, mas foi expulso do partido em 2015, teoricamente, por defender 12 policiais acusados de envolvimento na morte do pedreiro Amarildo Dias de Souza.

Daciolo, contudo, disse que foi vítima de perseguição no Psol, após apresentar um projeto que previa a mudança do texto da Constituição de “todo o poder emana do povo” para o “todo o poder emana de Deus”.

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