Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo
Para entender

Por que as big techs lançaram uma nota conjunta contra decretos de Lula?

Decretos regulamentam decisões do STF sobre o Marco Civil da Internet e ampliam poderes da ANPD. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nesta segunda-feira (25), entidades que representam gigantes como Google e Meta divulgaram uma carta aberta contra novos decretos do governo federal. As empresas alegam que as medidas sobre o Marco Civil da Internet geram insegurança jurídica ao atropelar discussões no Congresso e no STF.

O que as empresas de tecnologia estão questionando?

As big techs questionam a validade de decretos assinados pelo presidente Lula que buscam regulamentar o Marco Civil da Internet. Elas afirmam que o governo transformou em obrigações trechos de decisões do STF que ainda não são definitivos, pois ainda podem ser alvo de recursos judiciais (o chamado 'trânsito em julgado').

Quais são as principais preocupações das plataformas?

O maior receio é a insegurança jurídica. No Brasil, o trajeto habitual é que o Congresso crie as leis e o Executivo apenas as detalhe. Segundo as empresas, os novos decretos invertem essa lógica, criando regras sobre moderação de conteúdo e responsabilidade das plataformas antes mesmo de o Legislativo terminar de debater o assunto.

Como os decretos podem afetar o que vemos na internet?

A nota alerta para o risco de uma 'retirada excessiva de conteúdos'. Se as regras forem muito rígidas ou punitivas, as redes sociais podem passar a remover postagens preventivamente para evitar multas pesadas — que podem chegar a 10% do faturamento —, o que prejudicaria a liberdade de expressão dos usuários.

Quem assina a carta aberta e quais empresas são representadas?

O documento é assinado pela Associação Latino-Americana de Internet (ALAI), pela Câmara Brasileira da Economia Digital e pelo Conselho Digital do Brasil. Essas entidades representam os interesses de gigantes como Google, Meta (dona do Facebook e Instagram), TikTok e o X (antigo Twitter).

Qual é a solução proposta pelas entidades?

As signatárias defendem um debate mais robusto e amplo com a sociedade, reforçando o compromisso de colaborar tecnicamente para que as políticas públicas sejam claras e proporcionais. Elas esperam que o STF esclareça e aprimore as decisões judiciais antes que elas se tornem comandos definitivos do governo.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

VEJA TAMBÉM:

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.