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Para entender

Por que Flávio Bolsonaro pode entrar na lista de rastreio da Interpol?

Investigadores da PF avaliam pedir inclusão do senador na "difusão prateada" da Interpol para rastrear recursos de filme sobre Jair Bolsonaro. (Foto: André Coelho/EFE)

A Polícia Federal analisa solicitar à Interpol a inclusão do senador Flávio Bolsonaro na "difusão prateada". O objetivo é rastrear R$ 61 milhões enviados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar o filme "Dark Horse", que narra a trajetória de Jair Bolsonaro. A suspeita é de que os valores tenham sido enviados ao exterior ou desviados de sua finalidade original.

O que é a chamada difusão prateada da Interpol?

Diferente da difusão vermelha, que serve para prender criminosos foragidos, a difusão prateada (ou Silver Notice) foca no dinheiro. É um alerta internacional usado para localizar, monitorar e bloquear bens, contas bancárias e ativos financeiros vinculados a crimes. Ela permite que polícias de vários países colaborem rapidamente para impedir que recursos suspeitos sejam movimentados ou escondidos no exterior.

Como surgiu a investigação sobre o financiamento do filme?

A investigação ganhou força após o ministro do STF, André Mendonça, autorizar um inquérito sobre repasses feitos por Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, para a produção do longa-metragem. Um áudio divulgado pelo site Intercept Brasil, no qual o senador cobra recursos do empresário, aumentou as suspeitas da Polícia Federal sobre a origem e o destino final desses 61 milhões de reais.

Qual é a suspeita central da Polícia Federal nesse caso?

Os investigadores trabalham com a hipótese de que o dinheiro destinado à produção cinematográfica pode ter sido enviado integralmente para fora do Brasil. Existe a suspeita de que tenha ocorrido um desvio de finalidade, ou seja, o recurso foi captado para uma função, mas pode ter sido usado para outra. A cooperação internacional será acionada caso os métodos tradicionais de investigação bancária não revelem o caminho do dinheiro.

O que diz a defesa do senador sobre essas medidas?

A defesa de Flávio Bolsonaro nega qualquer irregularidade e classifica as suspeitas como narrativas hipotéticas sem base em documentos oficiais. Segundo os advogados, os recursos foram destinados a um fundo de produção específico, com estrutura jurídica própria e devidamente fiscalizado nos Estados Unidos. O senador também negou que o dinheiro tenha sido enviado ao seu irmão, Eduardo Bolsonaro.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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