
O presidente da Câmara, Hugo Motta, indicou nesta sexta-feira (17) que o Congresso pode reabrir a discussão sobre o imposto de 20% em compras internacionais de até US$ 50. A medida, impopular entre os consumidores, volta à pauta após o governo Lula sinalizar interesse em reverter o desgaste.
O que é exatamente a taxa das blusinhas?
É um apelido para o imposto de importação cobrado em compras feitas em sites estrangeiros (como Shein, Shopee e AliExpress) de valor até 50 dólares. Atualmente, o consumidor paga 20% de imposto federal, além de 17% de ICMS, um tributo estadual. Antes dessa regra ser aprovada pelo Congresso, essas compras eram isentas do imposto federal de importação.
Por que o fim do tributo está sendo discutido agora?
O governo notou que a taxa prejudicou muito a sua popularidade. Pesquisas mostram que a maioria da população considera essa medida como o maior erro da atual gestão. Com a proximidade das campanhas eleitorais, o Planalto busca formas de reduzir o descontentamento dos eleitores que costumam comprar produtos acessíveis do exterior.
A taxa será totalmente revogada de uma vez?
Segundo Hugo Motta, é improvável que ocorra uma suspensão total e imediata. Ele defende que qualquer mudança precisa ser discutida com cautela para encontrar um 'modelo ideal'. O objetivo seria reduzir o peso no bolso do consumidor sem ignorar o impacto que a falta dessa arrecadação causaria no Orçamento da União, que já conta com esse dinheiro.
Como essa mudança afeta as empresas brasileiras?
Existe um grande dilema. Se a taxa for retirada, o comércio e a indústria do Brasil reclamam de concorrência desleal, pois as lojas estrangeiras conseguem vender muito mais barato. Mais de 50 entidades nacionais já lançaram um manifesto pedindo para manter o imposto, alegando que ele protege empregos e garante um equilíbrio de preços entre o que é feito aqui e o que vem de fora.
Qual foi o impacto financeiro dessa arrecadação até agora?
A taxa gerou um fôlego importante para os cofres públicos. No ano passado, o governo arrecadou R$ 5 bilhões com esse tributo. Apenas nos três primeiros meses de 2026, os brasileiros já pagaram R$ 1,2 bilhão em impostos sobre essas pequenas encomendas. Por isso, qualquer proposta de revogação enfrenta resistência da equipe econômica.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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