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Um protesto pelo fim da escala 6×1 terminou em confusão entre manifestantes de direita e esquerda neste domingo (30), na Avenida Paulista, em São Paulo. Houve agressões e ao menos um registro policial. Ninguém ficou detido.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, um homem de 70 anos e um adolescente de 17 anos se desentenderam depois que o jovem se aproximou para entrevistá-lo. Ainda de acordo a publicação, um grupo de videomakers estava no local para gravar entrevistas com manifestantes.
A Polícia Militar foi acionada para separar os envolvidos e levou o homem e o adolescente ao 78º Distrito Policial, nos Jardins. Segundo a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o caso foi registrado como vias de fato, lesão corporal e injúria. Os envolvidos foram liberados.
A SSP informou que os dois acompanhavam a manifestação quando o adolescente se aproximou do homem para entrevistá-lo. Durante a conversa, houve o desentendimento.
Pixuleco de Lula é destruído durante protesto
Outro episódio de confronto envolveu um grupo de direita que fazia campanha na avenida. Segundo relato do candidato a deputado estadual Carlo Cauti (Novo), um Pixuleco de Lula vestido de presidiário foi destruído durante a manifestação.
Cauti afirmou que seu grupo estava na Avenida Paulista para distribuir material de campanha e conversar com os manifestantes. Nas redes sociais, acusou apoiadores do candidato a deputado estadual Jr. Freitas (PSOL) de participação em uma agressão física.
“Panfletar não deveria ser um ato de coragem. Mas hoje foi”, escreveu Cauti ao publicar imagens do boneco destruído.

Jr. Freitas, que se apresenta nas redes sociais como “motoboy do Lula”, publicou um vídeo em que aparece ao lado de um homem vestido de Homem-Aranha e afirmou ter enfrentado adversários durante o ato.
“Combatemos alguns fascistas que a gente viu. Porque não dá para a gente fingir que eles não estão lá, infelizmente, mas estamos juntos”, afirmou.
Ato reuniu centrais sindicais
A manifestação foi convocada por centrais sindicais e teve como principal bandeira o fim da escala 6×1. A proposta já foi aprovada pela Câmara dos Deputados e tramita atualmente no Senado.
O protesto ocorreu em meio à expectativa de votação da proposta pelos senadores nesta semana. O texto prevê a redução progressiva da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de dois dias de repouso remunerado.




