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O PT anunciou a deflagração de uma ofensiva contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Ministério Público Eleitoral (MPE) , na Polícia Federal (PF) e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, tendo como temática o filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Na nota, divulgada nesta quarta-feira (10), a sigla alega que solicitou um pente-fino na estrutura financeira para a produção do longa, uma vez que, segundo a argumentação de uma das petições, "é de difícil credibilidade a narrativa de que a integralidade dos recursos destinados por Daniel Vorcaro seria utilizada na produção do filme sobre Jair Bolsonaro".
As três petições culminam, por seus pedidos, em uma série de outros procedimentos de apuração, como o questionamento sobre o registro da obra à Agência Nacional de Cinema (Ancine), análise de todos os contratos, verificação se foi ou não contratado seguro e até mesmo um pedido para conferir a situação migratória do protagonista, Jim Caviezel, e do diretor, Cyrus Nowrasteh. As solicitações contemplam ainda o envio de um ofício ao U.S. Copyright Office, órgão americano responsável pelo registro dos direitos autorais.
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O estopim para a crise na campanha de Flávio iniciou com uma reportagem do portal The Intercept que revelou um áudio e conversas entre o senador e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Nas conversas, o pré-candidato chama Vorcaro de amigo e cobra o pagamento do patrocínio acordado para a produção do filme.
Em sua defesa, Flávio pontuou que o dinheiro solicitado era privado e voltado para a produção de um filme igualmente privado. Ele reforçou seu ponto lembrando que não houve utilização do mecanismo de incentivo fiscal da Lei Rouanet.
No início do ano, a oposição se insurgiu contra o samba-enredo da Acadêmicos de Niterói, que escolheu como seu tema do ano uma homenagem ao presidente Lula (PT). O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, não responsabilizou o PT ou a escola por abuso de poder econômico, como queriam as peças.
Agora, o PT caminha no mesmo sentido em sua petição à Justiça Eleitoral: para o partido, o lançamento de Dark Horse coincide de forma conveniente com o período eleitoral, o que levantaria suspeitas de que a obra seria não um filme, mas uma peça de propaganda.
"A obra não beneficia apenas o ex-presidente. Flávio Bolsonaro, apontado como pré-candidato à Presidência da República, é interpretado pelo ator Marcus Ornellas. Michelle Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, também mencionados como possíveis candidatos ao Senado, aparecem representados no filme. Na prática, a produção projeta todo o núcleo político familiar de Bolsonaro no momento mais sensível da disputa eleitoral", afirma.
Nas redes sociais, a esquerda investe no discurso de que a determinação do presidente do TSE, Nunes Marques, de suspender a pesquisa do instituto AtlasIntel que exibiu os áudios, seria uma forma de censura.
O processo havia sido distribuído para a ministra Estela Aranha, indicada à Corte por Lula, mas Nunes Marques usou de uma manobra chamada de avocação para atrair o caso a si. Dois dias após o pedido de Flávio, o ministro alterou as regras que estabeleciam quem seria o juiz responsável por julgar propagandas e pesquisas eleitorais: em vez de apenas um ministro, nesse caso Estela, o próprio Nunes Marques e o vice-presidente, André Mendonça, participariam do sorteio. No caso de Flávio, o ministro precisou fazer com que a resolução retroagisse.








