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O PT elevou o tom contra a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP-DF), após as críticas à recusa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em participar da recuperação financeira do Banco de Brasília (BRB) por conta dos negócios bilionários fraudulentos relacionadas ao Banco Master. Em nota, o partido afirma que a União não pode assumir o risco da instituição e cobra a divulgação de balanços auditados e atualizados do banco.
A reação ocorreu depois de Lula chamar Celina de “cínica” durante um ato político em Ceilândia, na última quarta-feira (16), ao responder aos pedidos de apoio federal para o BRB. O presidente afirmou que o governo não pretende colocar dinheiro público diretamente na instituição, enquanto a governadora tem questionado a postura da União.
“Foi a própria governadora quem assinou, no Supremo Tribunal Federal, um acordo que previa a solução do problema do BRB sem aval da União”, disparou o PT em nota em relação a um acordo do governo do Distrito Federal para recuperar o banco estatal.
No dia seguinte à crítica de Lula, a Procuradoria-Geral do DF levou as declarações ao STF e sustentou que a resistência do governo federal em ajudar o BRB teria motivação política. O PT rebateu a acusação e afirmou que a posição da União já era conhecida e não dependeria de negociação política.
“O que a governadora do Distrito Federal tenta fazer não é negociar. É obrigar, por via judicial, que o contribuinte brasileiro se torne fiador de uma casa cuja porta ninguém pode abrir. Se não há nada de errado lá dentro, por que a governadora não abre a porta do BRB para que todos os brasileiros vejam”, questionou o partido.
Segundo a nota do partido, existem dois obstáculos para a participação federal: a origem criminal do problema envolvendo as operações do banco e a deterioração da capacidade de pagamento do Distrito Federal.
“Nenhuma das duas [razões] depende de conversa, de disposição política ou de simpatia pessoal. São impedimentos objetivos”, completou a legenda.
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Na avaliação do PT, o governo federal tem a obrigação de preservar os recursos públicos e não pode assumir eventuais prejuízos sem conhecer integralmente as contas do banco. Desde o mês de março o BRB vem adiando a divulgação do balanço financeiro de 2025 que pode apontar o real tamanho do rombo gerado pelos negócios com o BRB.
A Polícia Federal estima que o prejuízo pode chegar a R$ 17 bilhões, enquanto que o Banco Central avalia em torno de R$ 11,4 bilhões, e o próprio BRB trabalha com perdas diretas estimadas em R$ 8,8 bilhões.
"Esse dinheiro pertence a todos os brasileiros e não será colocado em risco enquanto o Governo do Distrito Federal se recusar a fazer o mínimo, que é mostrar as contas do banco que ele controla", afirmou o PT.
No último sábadio (18), Celina Leão afirmou que a recusa do governo federal em ajudar o BRB seria um crime. O PT rebateu e cobrou o governo do DF por mais transparência no BRB.
“A conta de uma fraude não pode virar imposto para quem não teve nada a ver com ela. O governo federal não vai assinar cheque em branco, muito menos para quem ainda não mostrou as contas”, finalizou o PT.








