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Crise do Master

Quase metade dos brasileiros defende impeachment imediato de Toffoli, diz pesquisa

Quase metade dos brasileiros defende impeachment imediato de Toffoli
Apenas 12,8% se posicionam contra o impeachment de Toffoli. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

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A pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta sexta-feira (20), mostra que 49,3% dos brasileiros defendem o impeachment imediato do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência das suspeitas de ligação com o caso do Banco Master.

O levantamento foi realizado em parceria com o Estadão. Além dos que pedem a saída imediata, outros 33,7% afirmam que Toffoli deveria sofrer impeachment caso seu envolvimento no caso seja provado.

Somados, esses grupos representam 83% da população favorável a algum tipo de punição diante das suspeitas. Apenas 12,8% se posicionam contra o impeachment.

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O descontentamento popular é alimentado pela percepção de falta de transparência. Segundo a pesquisa, 80% dos entrevistados concordam que há um excesso de sigilo no caso Master, o que prejudica a confiança da sociedade na Justiça.

Além disso, 51% discordam que a análise deste caso pelo STF fortaleça a democracia brasileira, enquanto 47% não acreditam que o desfecho do processo ajudará a reforçar a credibilidade dos ministros.

Entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno de 2022, o apoio ao impeachment imediato chega a 86,9%.

Já entre os eleitores do presidente Lula (PT), esse índice cai para 26,4%, com a maioria (55,5%) preferindo aguardar a comprovação das provas.

Os números refletem o desgaste de Toffoli, que atualmente possui a pior imagem entre todos os ministros da corte, com 81% de avaliação negativa e apenas 9% de positiva.

A crise ocorre em um momento em que a desconfiança no STF atingiu o recorde de 60% nesta rodada da pesquisa, enquanto a confiança caiu para o mínimo histórico de 34%.

A percepção de falta de isonomia também agrava o cenário. Para 70% dos brasileiros, o STF não trata todos os investigados da mesma forma, independentemente de poder econômico ou político.

Já 59,5% acreditam que a maioria dos ministros não demonstra competência ou imparcialidade em seus julgamentos.

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