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Para entender

Quem foi atingido pelos vetos de Lula no novo projeto de lei antifacção?

Lula endurece discurso na área da segurança pública e sanciona PL antifacção com vetos pontuais. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nesta terça-feira (24), o presidente Lula sancionou o PL antifacção, que endurece o combate ao crime organizado no Brasil. O texto cria penas severas para o domínio de cidades, mas recebeu vetos pontuais em trechos que geravam disputas por recursos e dúvidas sobre direitos constitucionais.

O que muda com a criação do crime de domínio social estruturado?

A nova lei cria uma categoria específica de crime para punir táticas típicas de facções, como o fechamento de cidades (conhecido como novo cangaço), a instalação de barricadas e ataques a serviços públicos essenciais. Quem for condenado por essas práticas pode enfrentar penas de 20 a 40 anos de prisão, refletindo um endurecimento na punição contra quem tenta controlar territórios à força.

Por que Lula defendeu o fim do auxílio-reclusão para esses detentos?

Apesar das críticas técnicas do Ministério da Justiça, o presidente manteve o trecho que corta o auxílio pago a dependentes de presos enquadrados nessa lei. Para ele, a medida serve como um alerta ao criminoso de que a sua família também sofrerá as consequências de seus atos. O auxílio-reclusão é um benefício previdenciário pago aos dependentes do trabalhador que contribuía com o INSS e foi preso.

O que aconteceu com a regra sobre o título de eleitor de presos provisórios?

Lula manteve a determinação de cancelamento do título eleitoral para quem estiver em prisão provisória sob as regras do PL antifacção. A medida é polêmica porque, tecnicamente, a prisão provisória ocorre antes de uma condenação definitiva. A área técnica do governo havia sugerido veto por considerar o trecho inconstitucional, mas o presidente optou por seguir o texto aprovado pela Câmara.

Por que o governo vetou a divisão de bens apreendidos com os estados?

O texto original previa que 50% dos bens apreendidos em operações conjuntas entre a Polícia Federal e policiais civis fossem para cofres estaduais. O governo atendeu a um pedido da Polícia Federal e vetou o trecho, argumentando que essas receitas pertencem exclusivamente à União por lei e que a perda desses recursos prejudicaria o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Qual foi o cuidado tomado para não criminalizar movimentos sociais?

O presidente vetou um dispositivo que permitia enquadrar infratores na nova lei mesmo que não houvesse prova de que pertenciam a uma organização criminosa. A justificativa foi evitar a insegurança jurídica e impedir que pessoas envolvidas em protestos ou movimentos sociais fossem confundidas com integrantes de facções, mantendo o foco da lei estritamente no crime organizado.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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