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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, em reunião com dirigentes do PSOL e da Rede nesta quarta-feira (5), que apoia as investigações da Polícia Federal sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola. O ex-assessor deixou o cargo após a divulgação de um empréstimo de R$ 249 mil firmado com a empresária Roberta Luchsinger.
Luchsinger aparece ligada ao lobista conhecido como Careca do INSS, um dos principais alvos da operação da Polícia Federal que apura fraudes em benefícios previdenciários. A empresária também mantém amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, que é investigado pela PF por suspeita de tráfico de influência.
Durante a conversa com aliados, Lula afirmou que empréstimos fazem parte da vida de muitas pessoas e disse defender a apuração dos fatos. Segundo relatos, o presidente afirmou que todas as pessoas já recorreram a esse tipo de operação financeira em algum momento.
Lula cobrou explicações de Marcola sobre empréstimo de R$ 249 mil
Marcola atuava como chefe de gabinete de Lula, mas deixou a função para integrar a equipe da campanha presidencial. Após a repercussão do empréstimo, ele pediu para sair da estrutura eleitoral.
O ex-assessor se pronunciou sobre o caso na segunda-feira (3). Em nota, afirmou que a transação teve caráter pessoal, já foi quitada e não apresenta irregularidade.
Após a divulgação do episódio, Lula pediu explicações a Marcola sobre o empréstimo obtido com a empresária investigada pela Polícia Federal. Ainda conforme relatos, o presidente disse que tomou conhecimento da operação dias antes da repercussão pública, mas afirmou que não tinha essa informação quando escolheu Marcola para a equipe de campanha.
Lula diz que não usará cargo para proteger filho
Até o momento, Lula não apresentou uma manifestação oficial específica sobre o caso envolvendo o ex-assessor. No entanto, o presidente declarou, em entrevista recente, que não pretende utilizar o cargo para proteger o filho e reforçou a autonomia da Polícia Federal.
“Quando eu vejo essas barbaridades faladas contra o meu filho. Se meu filho for acusado de qualquer coisa, ele será tratado como filho de qualquer pessoa. Não haverá nenhum privilégio. Eu jamais pedirei para um delegado ou pra um juiz não fazer as coisas corretas”, afirmou Lula ao podcast Inteligência Ltda. na semana passada.




