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Última Análise

Racha na Corte: o levantamento que escancara os blocos ideológicos no STF

STF
Análise revela que STF é dividido em grupos que decidem conforme orientações ideológicas específicas. (Foto: Antonio Augusto/STF)

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No programa Última Análise desta segunda-feira (20), os convidados analisaram um levantamento inédito, realizado pelo jornal O Globo, que, por meio de inteligência artificial, mapeou milhares de processos do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado foi revelador, ao escancarar uma divisão interna entre os ministros da Corte.

"O único bloco positivo seria o do André Mendonça, que seria um bloco do eu sozinho. O mais grave é que, para a vaga de Luís Roberto Barroso, a resolução vai ficar só para o próximo mandato presidencial", lembra o colunista da Gazeta do Povo Luís Ernesto Lacombe.

Segundo a reportagem tendem a votar, em grupo, os ministros André Mendonça, Kássio Nunes Marques e Luiz Fux; seguidos de Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Dias Toffoli; Cármen Lúcia e Edson Fachin e, por, fim, Flávio Dino e Alexandre de Moraes.

O professor da FGV, Daniel Vargas, aponta outro problema, que é o das decisões monocráticas. "Em qualquer corte do mundo, há blocos, que se unem conforme a orientação ideológica. Porém, o problema do Brasil são as decisões monocráticas, que tornam ainda mais difícil de identificar essa relação", ele diz.

Moraes contra Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou neste sábado (18) o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para autorizar uma visita do presidente da Argentina, Javier Milei, durante o período de prisão domiciliar. 

"A candidatura de Fernando Haddad, em 2018, foi construída dentro da prisão, em uma cela na sede da Polícia Federal em Curitiba. Já o Bolsonaro não pode fazer nada. É uma interferência absoluta na campanha eleitoral", diz Lacombe.

Os esdrúxulos projetos de Lei do Congresso

Uma pesquisa realizada pela Gazeta do Povo no acervo de proposições da Casa encontrou iniciativas que vão de curiosas a francamente inusitadas. Desde proposta de vínculo afetivo entre seres humanos e animais, até uma "bolsa auxílio" para a seleção feminina de futebol, os congressistas desafiam o bom senso.

"Os parlamentares ignoram que uma lei tem um impacto, que traz em si um senso de responsabilidade e, portanto, aprovar normas não é simples. O Brasil abraçou uma epidemia regulatória, como se fosse normal e vai legislando sobre tudo", diz Vargas. 

O programa Última Análise faz parte do conteúdo jornalístico ao vivo da Gazeta do Povo, no YouTube. O horário de exibição é das 19h às 20h30, de segunda a quinta-feira. A proposta é discutir de forma racional, aprofundada e respeitosa alguns dos temas desafiadores para os rumos do país.

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