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Críticas à impunidade

Relator da CPMI do INSS diz que prisão de Vorcaro reforça necessidade de quebra de sigilo

Alfredo Gaspar (União-PE) cobra quebra de sigilo de Vorcaro e insiste em depoimento à CPMI (Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados)

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O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-PE), afirmou nesta quarta-feira (4) que a nova prisão do empresário Daniel Vorcaro confirma os alertas feitos por ele no colegiado e reforça a necessidade de aprofundar as investigações no âmbito da comissão.

Em nota, Gaspar declarou que já vinha defendendo a medida cautelar. “A nova prisão de Daniel Vorcaro confirma tudo o que eu já vinha alertando na CPMI do INSS. Venho cobrando e afirmando a necessidade desta medida há algum tempo. Quem movimenta bilhões e tem ligação com operações sob investigação precisa responder com transparência e sem privilégios”, afirmou.

A CPMI aguarda o compartilhamento e a efetivação da quebra de sigilo de Vorcaro, considerada estratégica para rastrear eventuais conexões financeiras com contratos e operações sob análise da comissão. O colegiado também tenta ouvi-lo formalmente, após ausência em convocação anterior.

Gaspar criticou o fato de o empresário ter deixado de comparecer para prestar depoimento. “Fugiu do depoimento da CPMI, mas não pode fugir da Justiça”, disse.

"Ninguém está acima da lei", diz relator

Na nota, o relator sustenta que a prisão deveria ter ocorrido antes. “Estava de tornozeleira, mas deveria estar atrás das grades há muito tempo. Volta à prisão após ter ameaçado pessoas com quem tinha desavenças e determinado agressões, inclusive contra jornalistas. Absurdo.”

Gaspar também fez referência ao impacto social do caso, citando aposentados e pensionistas. “O Brasil não aguenta mais a impunidade que protege poderosos enquanto aposentados e pensionistas pagam a conta. Não podemos ter uma lei flexível para banqueiros e implacável para o cidadão comum.”

Para o parlamentar, a decisão judicial fortalece o trabalho da comissão. “Se há indícios, há investigação. Se há responsabilidade, há consequência.”

A CPMI do INSS deve intensificar nas próximas semanas as diligências para acesso a dados bancários e fiscais, além de insistir na oitiva de Vorcaro, considerado peça-chave para esclarecer possíveis desdobramentos financeiros ligados às apurações em curso.

“Essa nova prisão reforça que ninguém está acima da lei. O Brasil precisa virar essa página de privilégios. Justiça não pode ter sobrenome nem saldo bancário”, concluiu o relator.

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