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Decisão de Moraes

STF determina oitiva de Mourão após notícia sobre conversa com Bolsonaro

Senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senad)

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Federal colha o depoimento do senador General Hamilton Mourão (Republicanos-RS), no prazo de 15 dias. A decisão atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito da Ação Penal 2668, que investiga o ex-presidente Jair Bolsonaro.

"Após a autuação, ENCAMINHEM-SE OS AUTOS à Polícia Federal para que proceda a oitiva do senador general Antônio Hamilton Martins Mourão para prestar esclarecimentos sobre os fatos, sem prejuízo de diligências adicionais, no prazo de 15 (quinze) dias”, diz Moraes na decisão.

A medida foi motivada por uma reportagem publicada em 28 de maio de 2025, que revelou uma suposta ligação telefônica entre Bolsonaro e Mourão. O contato teria ocorrido após o senador prestar depoimento à Justiça, no dia 23 de maio, como testemunha no processo.

Segundo o conteúdo da notícia, Bolsonaro teria orientado Mourão a reforçar, durante o depoimento, que nunca ouviu o ex-presidente falar sobre ruptura institucional. Para a PGR, a revelação levanta suspeitas de que Mourão possa ter sido coagido ou pressionado a ajustar seu testemunho, o que configuraria tentativa de interferência em investigação judicial.

“A notícia traz à tona a possibilidade de que a testemunha tenha sido submetida a constrangimento, intimidação ou qualquer forma de coação”, destacou a Procuradoria.

Diante da gravidade da denúncia, a PGR solicitou que a Polícia Federal realize a oitiva de Mourão para apurar os fatos, “sem prejuízo de outras diligências que a autoridade policial entender pertinentes”. O órgão também pediu que o trâmite ocorra sob sigilo, em procedimento apartado da Ação Penal principal.

Moraes acatou integralmente o pedido. A petição da PGR foi autuada como processo sigiloso e encaminhada à Polícia Federal. Além do novo depoimento, o despacho autoriza eventuais investigações adicionais, caso surjam novos elementos durante a apuração.

A Gazeta do Povo entrou em contato com Hamilton Mourão e a assessoria do parlamentar para repercutir a decisão, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto para atualização.

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