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Justiça Militar

STM dá 10 dias para Bolsonaro apresentar defesa em processo sobre expulsão do Exército

STM dá 10 dias para Bolsonaro apresentar defesa em processo sobre expulsão Exército
STM dá prazo de 10 dias para que Bolsonaro apresente sua defesa no processo sobre perda da patente. (Foto: Ton Molina/STF)

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O ministro Carlos Vuyk de Aquino, do Superior Tribunal Militar (STM), determinou nesta terça-feira (10) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifeste no processo que poderá resultar em sua expulsão do Exército. A defesa deve ser apresentada no prazo de 10 dias.

Em nota, o STM informou que o movimento “representa o início de tramitação da ação, uma vez que encerra as fases preliminares e abre espaço para a manifestação formal dos representados”.

Se a defesa escrita não for protocolada dentro do prazo, o relator solicitará a designação de um defensor público para representar Bolsonaro, em igual prazo.

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No último dia 3, o Ministério Público Militar (MPM) pediu a perda da patente de Bolsonaro, que é capitão da reserva, em razão de sua condenação pela suposta tentativa de golpe de Estado.

Caso Bolsonaro perca a patente, seu salário será repassado para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) ou sua filha em forma de pensão. O benefício é conhecido como "morte ficta", previsto na Lei 3.765/1960, que equipara o militar expulso ou excluído das Forças Armadas ao falecido para fins de pensão.

Em setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou o ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão. Além de Bolsonaro, o MPM também pediu a perda da patente dos generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Walter Braga Netto e do almirante Almir Garnier. Eles também foram notificados pelo STM.

Próximos passos no STM 

Após a manifestação da defesa, o relator fará a análise técnica dos argumentos para elaborar o relatório do caso. Em seguida, o revisor avaliará o caso. Passada essa etapa, caberá à presidente do STM, Maria Elizabeth Rocha, marcar a data do julgamento no plenário. 

“Anunciado o julgamento pela Presidência do Tribunal, o relator fará a exposição do relatório e, depois de ouvido o revisor, será facultada às partes a sustentação oral”, disse o Tribunal.

Segundo o STM, a definição do cronograma final de julgamento “dependerá exclusivamente da agilidade na conclusão dos relatórios e da conveniência administrativa da presidência da Corte militar”.

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