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Governador reeleito

Tarcísio diz entender indignação de Flávio, mas defende respeito ao resultado das urnas

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, escolheu Mauro Caseri do PT como ouvidor da polícia.
“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente", afirmou o governador de São Paulo (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.)

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (28) que compreende a indignação do senador Flávio Bolsonaro (PL) com o resultado da eleição presidencial, mas defendeu que a oposição respeite a decisão das urnas e siga em frente.

“A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente”, declarou Tarcísio ao Estadão.

O jornal publicou a declaração de Tarcísio no mesmo momento em que Flávio divulgou uma carta em que inicialmente se declarou “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e acusou o resultado do segundo turno de fraude eleitoral.

Em uma versão revisada do documento, o senador substituiu a expressão por “líder do Brasil” e afirmou que pretende liderar a oposição ao governo Lula.

Flávio acusa fraude e se declara líder da oposição

Na carta, Flávio dirigiu-se aos brasileiros e à comunidade internacional, agradeceu ao presidente da Argentina, Javier Milei, e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e elogiou a atuação do governo americano em defesa da liberdade de expressão.

O senador também questionou o resultado da votação de domingo (25), quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencedor do segundo turno com 51,78% dos votos válidos, contra 48,22% de Flávio.

Flávio viajou para os Estados Unidos com a mulher e as duas filhas após o ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinar a entrega dos passaportes brasileiros da família e proibir a saída do país.

Moraes deu a ordem minutos após o TSE ter anunciado o presidente Lula como vencedor da eleição presidencial.

Família Bolsonaro é alvo frequente de Moraes

A ordem de apreensão dos passaportes de Flávio ocorre após uma sequência de medidas judiciais impostas pelo ministro Alexandre de Moraes a integrantes da família Bolsonaro.

Em julho de 2025, antes da condenação de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe, Moraes determinou buscas na residência do ex-presidente, impôs o uso de tornozeleira eletrônica e estabeleceu restrições à comunicação e ao uso de redes sociais. No mês seguinte, converteu as cautelares em prisão domiciliar, sob a alegação de descumprimento das ordens judiciais. Em novembro, decretou a prisão preventiva do ex-presidente.

Em julho de 2026, publicações de Flávio nas redes sociais foram usadas para impor restrições às visitas a Jair Bolsonaro. O senador, então pré-candidato, divulgou uma carta do ex-presidente que o apresentava como porta-voz do pai e pedia apoio à sua pré-candidatura à Presidência. O ministro entendeu que a divulgação contornava a proibição de manifestações políticas por terceiros imposta a Jair e suspendeu as visitas de Flávio ao ex-presidente por 90 dias, período que ultrapassava o primeiro turno das eleições. As visitas foram retomadas em meados de outubro.

Moraes também abriu uma investigação contra Eduardo Bolsonaro por sua atuação nos Estados Unidos em favor do pai. O STF condenou o ex-deputado por coação no curso do processo e, após o trânsito em julgado, o ministro determinou que Eduardo cumpra pena de quatro anos e dois meses, suspendeu seus direitos políticos e cancelou seus passaportes. Eduardo está nos EUA. Em outro processo, também relatado por Moraes, o STF condenou Eduardo, em setembro deste ano, por declarações contra a deputada Tabata Amaral (PSB-SP), feitas em 2021, quando ele ainda exercia o mandato de deputado.

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