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Uma parte do resort Tayayá, que pertenceu à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, será alvo de vistoria para obter licença de operação. A informação é do Instituto Água e Terra (IAT), órgão do governo do Paraná responsável pelo licenciamento ambiental de obras e empreendimentos no estado. À Gazeta do Povo, o órgão ainda informou, nesta segunda-feira (16), que a vistoria deve ocorrer nos próximos 15 dias.
De acordo com o jornal O Estado de São Paulo, uma das 18 casas da área é utilizada por Toffoli para reuniões particulares. O veículo ainda aponta que a área já é utilizada, mesmo possuindo apenas licenciamento para obras, e não para funcionamento, além de ter sido erguido sob uma área destinada à compensação ambiental.
O IAT diz que não recebeu nenhuma denúncia de operação no local. A vistoria em questão ocorrerá como parte dos trâmites para obtenção da licença de operação, última etapa do chamado licenciamento trifásico, que inclui ainda a licença prévia, com a aprovação do planejamento do empreendimento, e a licença de instalação, que aprova o início das obras.
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O resort virou alvo de investigações da imprensa após Toffoli assumir a relatoria do caso do Banco Master. De acordo com o Estado de São Paulo, o pastor Fabiano Zettel, cunhado do CEO do banco, Daniel Vorcaro, teria investido R$ 20 milhões no Tayayá, por meio de um fundo imobiliário.
Jornalistas do portal Metrópoles se hospedaram no local e descobriram uma espécie de "cassino", tendo flagrado inclusive crianças nos equipamentos destinados à jogatina. A matéria também dá conta de que o ministro possui um tratamento diferenciado, com heliponto exclusivo e acesso a recursos que não estão disponíveis a outros hóspedes.
Ao jornal O Estado de São Paulo, o dono do Tayayá disse desconhecer as pendências. A Gazeta do Povo entrou em contato com o resort, com o ministro Dias Toffoli e com o Instituto Água e Terra. O espaço segue aberto para manifestação.




