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Repercussão

Transparência Internacional defende afastamento de Toffoli após PF apontar suspeição

PF apontou suspeição de Toffoli após acessar celular de Daniel Vorcaro e descobrir conversas entre os dois.
PF apontou suspeição de Toffoli após acessar celular de Daniel Vorcaro e descobrir conversas entre os dois. (Foto: Gustavo Moreno/STF)

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A organização Transparência Internacional, focada no combate à corrupção, defendeu o afastamento e a investigação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, relator do caso do Banco Master. Em nota, divulgada nesta quinta-feira (12), a instituição relacionou as revelações sobre conversas entre o ministro e o dono do banco, Daniel Vorcaro, ao Índice de Percepção da Corrupção (IPC) de 2025 , que manteve o Brasil em 107º lugar, pior posicionamento da série histórica.

"Junto ao IPC 2025 recém-lançado, reiteramos nossas denúncias e recomendamos que Toffoli seja afastado e investigado", escreveu. A Transparência Internacional é alvo de uma investigação por determinação de Toffoli. O fato é mencionado como "tentativa de criminalização": "Apesar da Procuradoria-Geral da República (PGR) ter promovido o arquivamento do inquérito por total falta de provas e de competência de Toffoli, o ministro ignorou a posição da PGR e mantém aberto o inquérito até hoje (sic)."

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A pressão sobre o ministro aumentou após a Polícia Federal (PF) acessar o celular de Vorcaro e descobrir trocas de mensagens com ele. Logo após a informação do portal Uol de que a PF teria pedido ao presidente da Corte, Edson Fachin, a suspeição do ministro, o gabinete emitiu uma nota, alegando que "o pedido de declaração de suspeição apresentado pela Polícia Federal trata de ilações". A nota ainda aponta que "a instituição não tem legitimidade para o pedido, por não ser parte no processo, nos termos do artigo 145, do Código de Processo Civil." A regra citada pelo ministro, no entanto, não está no artigo 145, mas no 146.

Apesar de estar sob sigilo, o relatório já teve informações vazadas à imprensa por fontes da PF que tratam da relação entre ministro e empresário. À CNN Brasil , essas fontes alegam ter encontrado mensagens que mencionam pagamentos de pelo menos R$ 20 milhões de Vorcaro à Maridt, da qual Toffoli é sócio.

Sobre a participação na empresa, a nota evoca a Lei Orgânica da Magistratura para argumentar que "o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador."

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