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Um ataque envolvendo um dos cães do Senado Federal chamou atenção para uma estrutura pouco conhecida que integra a segurança da Casa. Na terça-feira (18), uma veterinária terceirizada foi mordida no pescoço por um dos animais enquanto cuidava dele no canil do Senado, em Brasília.
A veterinária estaria alimentando o cão e foi encontrada por outro funcionário quando já estava ferida. Segundo o portal de notícias g1, ela passou por cirurgia e o estado de saúde é grave. O cão foi afastado das atividades e vai passar por exames.
O animal pertence ao Serviço de Cinotecnia (SECINO), setor responsável pelo treinamento e emprego de cães especializados em atividades da Polícia Legislativa. O Senado conta com quatro cães policiais adultos, preparados principalmente para operações de detecção e apoio às equipes de segurança.
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O que é o serviço de cinotecnia?
Cinotecnia é o conjunto de técnicas e conhecimentos utilizados para o treinamento, manejo e emprego de cães em atividades específicas. Na área de segurança pública, os animais podem ser preparados para localizar substâncias, pessoas ou objetos por meio do olfato, além de atuar em situações que exigem intervenção e apoio operacional.
No Senado, o Serviço de Cinotecnia tem entre suas atribuições treinar e comandar cães especializados para atividades de patrulha e policiamento, detecção de substâncias ilícitas, explosivos e armas de fogo. Os animais também podem ser empregados em intervenções em distúrbios civis, operações de busca e apreensão e outras ações relacionadas à Polícia Legislativa.
Na prática, uma das principais funções dos quatro cães atualmente mantidos pelo SECINO é o faro de armas, munições e explosivos. O trabalho pode ocorrer dentro das dependências do Senado e em áreas próximas, mas também se estende a eventos dos quais participem parlamentares.
O emprego dos cães, portanto, funciona como uma ferramenta complementar ao trabalho dos policiais legislativos. A capacidade olfativa dos animais permite realizar buscas e inspeções de maneira diferente dos equipamentos convencionais e pode ajudar na identificação de materiais que estejam escondidos ou sejam difíceis de localizar visualmente.
Além das atividades de detecção, os cães também podem prestar suporte em situações de Controle de Distúrbios Civis. Nesse tipo de atuação, o treinamento busca preparar o animal e o condutor para trabalhar de maneira coordenada em ambientes de maior tensão e movimentação.

Como os cães são preparados para o trabalho?
O desempenho dos cães policiais depende de treinamento especializado e de cuidados permanentes. Não basta que o animal tenha um bom olfato: ele precisa ser condicionado a reconhecer determinados odores, responder aos comandos do condutor e atuar em ambientes variados.
O treinamento também está relacionado à especialidade de cada animal. Cães empregados na detecção precisam desenvolver a capacidade de localizar odores específicos e indicar a presença do material procurado. Já aqueles utilizados em atividades de patrulhamento ou intervenção recebem preparação compatível com essas funções.
A rotina envolve ainda cuidados de saúde e alimentação. Segundo as informações fornecidas pelo Senado, os cães precisam receber nutrição de alta performance para manter a saúde e a aptidão necessárias às atividades de faro e proteção.
Outro aspecto fundamental é a relação entre o cão e o policial responsável por conduzi-lo. O trabalho de cinotecnia é realizado em dupla, e o condutor precisa conhecer o comportamento do animal, interpretar suas respostas e direcioná-lo durante as operações.



