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Baires Fly

Voo que levou Flávio a Miami custou US$ 150 mil, diz dono da empresa

Candidato à Presidência deixou o país após reeleição de Lula.
Candidato à Presidência deixou o país após reeleição de Lula. (Foto: Antoni Belchi/EFE)

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O voo que levou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para Miami, na Flórida, custou US$ 150 mil. O valor teria vindo de um morador dos Estados Unidos que atua como intermediário de fretamento aéreo.

As informações foram reveladas em uma entrevista à agência de notícias francesa AFP concedida pelo empresário argentino Luis Grande, dono da Baires Fly, proprietária do jato. Grande diz que conhece o broker há dez anos

"Fui contratado por um broker que conheço há dez anos, que vende voos e mora nos Estados Unidos", afirmou à agência. Ele também teria revelado que o valor partiu da conta de um banco americano para uma conta em um banco argentino.

A Polícia Federal (PF) tenta traçar a rota de Flávio de Brasília até a ponte Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú, na Argentina. Uma fonte a par do caso revelou à Gazeta do Povo que há suspeitas de uma parada em uma fazenda de Foz do Iguaçu. O trabalho dos investigadores inclui a apuração de uma eventual rede de apoio financeiro e logístico para que o filho mais velho de Bolsonaro conseguisse atravessar 1,57 mil km do território brasileiro sem ser notado pelas autoridades.

O jato Gulfstream G400 foi fabricado em 2004 e, hoje, é avaliado entre US$ 7 milhões e US$ 9 milhões. De acordo com a Folha de São Paulo, aeronave está a venda e já acumula cerca de 9,2 mil horas de voo e 4.048 pousos.

Relembre o trajeto

A aeronave esteve no Rio de Janeiro no dia 20 de outubro, a cinco dias do segundo turno. O histórico mostra que houve um bate-volta: a aeronave pousou no Aeroporto do Galeão às 13h09 e saiu em direção à capital argentina pouco mais de três horas depois, voltando ao Aeroparque Jorge Newbery.

O jato permaneceu no local até sexta-feira (23), de onde fez um voo para a cidade argentina de Córdoba, retornando no dia seguinte. Foi nesse dia que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) defendeu publicamente que o irmão deixasse o país caso não fosse eleito. Durante todo o domingo do segundo turno, o jato ficou em Buenos Aires.

Só na noite seguinte ao pleito é que haveria o deslocamento para Puerto Iguazú, de onde Flávio embarcaria para Guayaquil, no Equador, e depois para Miami. O deslocamento ocorreu cerca de 11 horas depois da intimação do senador.

Flávio desembarcou no Aeroporto Executivo Opa Locka por volta das 10h30. Na saída, autoridades o cobriram com guarda-chuvas para evitar o registro pela imprensa. A aeronave seguiu, logo em seguida para o Aeroporto Executivo de Fort Lauderdale, também na Florida, em um voo de menos de 10 minutos.

A saída do país ocorreu após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mandar Flávio entregar seu passaporte, o que acabou não acontecendo. Quando o prazo venceu, a aeronave estava em solo no aeroporto de Puerto Iguazu já há cerca de 11 horas.

O documento de voo referente à saída da Argentina registra que Flávio utilizou seu passaporte italiano, enquanto familiares apresentaram documentos brasileiros. Já na entrada nos Estados Unidos, registros das autoridades americanas apontam que o senador utilizou o passaporte diplomático brasileiro, que havia sido cancelado pela Polícia Federal.

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