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O senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), culpou o que seriam interesses políticos por envolvê-lo nas investigações da fraude bilionária contra aposentados e pensionistas do INSS. Seus familiares e aliados foram alvos de uma nova fase da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal, deflagrada na manhã desta terça-feira (4).
Mais cedo, a esposa, a filha e duas irmãs do senador e seu advogado, Willer Tomaz, foram alvos de 18 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e no Maranhão, sua base política, para a coleta de materiais para o avanço da investigação do roubo de R$ 6,3 bilhões de beneficiários do INSS através da cobrança irregular de mensalidades associativas, descoberta em abril do ano passado.
“Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques. Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava, que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos”, afirmou o senador em uma nota à imprensa divulgada no começo da tarde (veja na íntegra mais abaixo).
As investigações apontam que Weverton Rocha seria o responsável por “formular demandas, indicar beneficiários, cobrar pagamentos, acompanhar repasses, tratar de imóveis, orientar providências e interferir em decisões patrimoniais”, enquanto que Tomaz seria um “personagem de sustentação, associado a empresas, imóveis, aeronaves, pilotos, funcionários, operadores financeiros e interlocutores políticos”. Ambos teriam uma relação de proximidade desde o ano de 2023.
A Polícia Federal apurou que Willer Tomaz utilizava uma rede de pessoas, incluindo parentes do senador, e empresas para movimentar os recursos a mando de Rocha. Ele teria, inclusive, comprado a casa de alto padrão que o parlamentar mantém em Brasília.
“Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal”, rebateu o senador.
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A Polícia Federal ressalta a relação que Tomaz tem com “empresas de táxi aéreo, aeronaves, pilotos e estruturas logísticas de deslocamento privado”, o que confirma o posicionamento de sua defesa de que era proprietário de uma aeronave utilizada em caráter particular por Werverton Rocha.
“O contexto revela capacidade de deslocamento rápido, inclusive entre Brasília e o Maranhão, circunstância que pode dificultar sua localização no dia da deflagração e comprometer o cumprimento simultâneo das buscas”, alertou a autoridade.
Uma das transações apuradas pela Polícia Federal teria somado mais de R$ 11 milhões a partir do ano de 2024 e ocorrido através de postos de combustíveis e empresas de comunicação do grupo. Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foi apreendida uma grande quantidade de dinheiro em espécie de notas de real e até mesmo uma máquina para contagem automática de cédulas.
Envolvimento de Weverton com a fraude no INSS
Segundo a Polícia Federal, há indícios de que o senador Weverton Rocha tenha mantido vínculos com investigados apontados como operadores do esquema e de que possa ter se beneficiado de operações financeiras supostamente ligadas à organização criminosa. O senador nega irregularidades e afirma que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos.
Em fases anteriores da operação, a Polícia Federal chegou a solicitar a prisão preventiva de Weverton Rocha, mas o pedido foi rejeitado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), após manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O magistrado autorizou apenas medidas cautelares, como busca e apreensão, destacando a necessidade de continuidade das investigações para esclarecer os fatos.
Veja abaixo o que disse o senador Weverton Rocha sobre a operação:
Apesar de não ter sido diretamente o alvo da operação de hoje, eu sabia que, com a minha candidatura ao Senado e as minhas posições políticas, sofreria ataques.
Por isso, não fiquei surpreso com essa nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava, que eles fossem tão longe, ao envolver a minha família, e até apoiadores políticos.
Apesar da minha indignação, recebi essa operação com a tranquilidade que me foi possível, pois nada tenho a esconder.
Todas as movimentações mencionadas são fruto de atividades profissionais e empresariais. E foram devidamente declaradas à Receita Federal.
Quero ressaltar, que o Ministério Público Federal, foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores.
Apesar da dureza do jogo político, reafirmo que não me renderei. Me manterei firme no propósito de lutar pelo Maranhão, ao lado de todos que mais precisam.








