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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin decretou a extinção de um processo em que o deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) pediu que os bancos fossem obrigados a desobedecer às sanções aplicadas pelos Estados Unidos contra o ministro Alexandre de Moraes via Lei Magnitsky.
A decisão, desta terça-feira (24), acolhe um parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Na manifestação, ele lembra que as sanções foram retiradas em dezembro de 2025 e, com isso, a ação perdeu o sentido de existir (o que no Direito é chamado de perda de objeto).
"Ausentes sanções aplicáveis ao eminente Ministro e a seus familiares, desaparece o interesse processual do postulante, com consequente extinção do feito pelo esvaziamento do objeto da pretensão formulada", afirma Zanin, no mesmo sentido de Gonet.
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Com a Magnitsky em vigor contra Moraes, os bancos enfrentaram um impasse: caso acenassem ao Supremo, desobedeceriam ao governo americano e correriam o risco de serem excluídos do sistema financeiro internacional; caso acatassem a sanção, suspendendo cartões e contas de Moraes, poderiam responder diante da Justiça brasileira.
Apesar de o ministro já ter deixado o rol de sancionados, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro ainda enfrenta um inquérito que apura sua participação na articulação pela medida. Ele é acusado de coação no curso do processo, obstrução de investigação relacionada a organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
Em sua última movimentação no procedimento, Moraes compartilhou as provas obtidas com a corregedoria da Polícia Federal (PF). Escrivão concursado, Eduardo enfrenta uma sindicância por supostas ofensas à corporação. Ele também enfrenta um procedimento disciplinar por não ter se apresentado ao trabalho, uma vez que está nos Estados Unidos.








