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Crise no RJ

Zanin rejeita pedido para tornar Douglas Ruas governador do RJ

Ministro manteve presidente do TJRJ no cargo, mesmo com eleição do presidente da Alerj.
Ministro manteve presidente do TJRJ no cargo, mesmo com eleição do presidente da Alerj. (Foto: Thiago Lontra/Alerj)

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin decidiu que, mesmo com a eleição do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ) como presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Ricardo Couto, deve permanecer no cargo de governador do Rio de Janeiro.

Com a decisão desta sexta-feira (24), o ministro aceita o pedido do PSD e rejeita os pedidos do PL e da Alerj. O argumento era de que, com o fato novo, já há um cargo ocupado na linha sucessória e que, com isso, Ruas deveria ser reconhecido automaticamente como chefe do Executivo. Zanin, porém, relembrou sua própria determinação em liminar: "Até nova deliberação permanecerá no exercício do cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro o Exmo. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, com todos os poderes e prerrogativas inerentes à Chefia do Poder Executivo".

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O STF julga se a sucessão do poder no Rio de Janeiro será decidida pelos deputados estaduais ou pela população, por meio de eleição suplementar. Flávio Dino pediu vista para aguardar a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e, com isso, entender melhor a situação do ex-governador Cláudio Castro (PL). O acórdão foi publicado nesta quinta-feira (23), confirmando a inelegibilidade, mas negando a cassação do mandato em razão da renúncia de Castro.

Há no Supremo, ainda, uma ação que contesta a eleição de Ruas, por ter ocorrido via voto aberto, e não secreto. Zanin esclareceu que sua decisão não questiona a votação da Alerj. O ministro entendeu que, mesmo com a chefia do Legislativo ocupada, sua determinação de 9 de abril não se altera.

O presidente do TJRJ chegou ao Executivo graças à renúncia de Cláudio Castro; isso porque não havia mais ninguém na linha sucessória: o vice-governador, Thiago Pampolha, renunciou em maio de 2025 para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Já o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), foi afastado do cargo e, depois, cassado e preso, acusado de possuir vínculos com o Comando Vermelho.

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