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O pré-candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo-MG) gravou, nesta quarta-feira (22), um vídeo para dar sua receita para o fim da corrupção em estatais: privatização. Diante de uma agência do Banco de Brasília (BRB), o ex-governador mineiro definiu o que chamou de “palavra mágica” contra as “safadezas” feitas com a instituição bancária.
“Ela acaba com os cargos para a companheirada e, também, com as safadezas que foram feitas com este banco. Adivinha qual palavra é esta: pri-va-ti-zar”, declarou Zema em tom de provocação no X.
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O BRB e o Master teriam negociado carteiras de crédito de terceiros sem lastro financeiro, nas quais o banco estatal repassou R$ 12 bilhões à instituição privada com a anuência do então presidente Paulo Henrique Costa. Com a operação Compliance Zero, Costa foi afastado e, mais tarde, acabou preso após serem descobertas mensagens em que aparece negociando imóveis com o banqueiro Daniel Vorcaro.
Ao divulgar seu plano econômico, Zema reforçou em março viés liberal e a pretensão de implantar no país um ajuste fiscal e a privatização de todas as estatais do governo federal, visando modernizá-las e reduzir a dívida pública. Zema tem mantido tom de deboche em suas redes sociais desde que foi incluído pelo Supremo no inquérito das fake news por um vídeo satírico.
Gilmar Mendes pediu a investigação sobre Zema através de uma notícia-crime a Alexandre de Moraes. O mineiro tem feito os magistrados de alvo de suas mensagens em suas redes sociais, frequentemente aludindo aos ministros como "os intocáveis".










