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Rodrigo Constantino

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A arrogância politiqueira de Mandetta

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O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta comentou sua saída do ministério em uma transmissão ao vivo nas redes sociais organizada pelo MBL este domingo. “O comportamento do presidente bateu de frente com a ciência, com o SUS e com a vida. Aí ficou impossível, porque nenhum de nós podia sair das nossas prerrogativas. Ele [Bolsonaro] resolveu substituir o ministro, não o Luiz Henrique Mandetta, mas acho que ele exonerou ali a ciência, que nós estávamos tentando seguir", afirmou.

Mandetta deixou o cargo em 16 de abril e foi substituído por Nelson Teich. Teich tem um currículo infinitamente melhor do que o de Mandetta, um ortopedista sem qualquer experiência em epidemias. Ao contrário de Mandetta, Teich não é filiado a partido algum, nunca foi deputado e nem pretende se candidatar a qualquer cargo. Já Mandetta, como confessou nessa "live", pensa em sair candidato a presidente em 2022.

Nada mais arrogante do que quem monopoliza a fala em nome da ciência, especialmente diante de um vírus novo que cria inúmeros desafios e expõe o grau de incerteza dos especialistas, muitos divididos. Flavio Gordon apontou para essa megalomania absurda do ex-ministro:

Conforme reportagem publicada nesta Gazeta, há várias dúvidas sobre como reagir, e muitos estão de olho no caminho sueco como alternativa. Seria ridículo depositar na OMS, que vem errando mais do que acertando desde o começo da crise, o suposto saber científico, até porque está claro que a entidade sob Tedros virou um puxadinho político da ditadura chinesa.

Mas se os especialistas estão divididos, nossos "jornalistas", governadores e o ex-ministro Mandetta, um político, parecem estar muito certos do caminho único em nome da ciência. E Mandetta não se importa de enaltecer o globalismo:

Mandetta puxa o saco de Bill Gates e da OMS, que puxam o saco da ditadura chinesa. É essa a aposta dos "liberais" do MBL para 2022? O Rolando Lero globalista? Boa sorte!

Ao reagir dessa forma, Mandetta acusa Teich de ser um capacho do presidente, alguém que ignora a ciência. Teich, na verdade, só não é político, ao contrário de Mandetta. Mas a pretensão de Mandetta para disputar a Presidência é risível - e previsível. Lamento informar ao político, mas em 2022, ninguém vai se lembrar dele. Ou do próprio MBL, diga-se, que virou um instrumento oportunista de "liberais" que flertam com o poder e o tucanato fracassado.

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