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A corda infinitamente elástica
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Não estiquem demais a corda, alertaram do presidente Bolsonaro aos militares. Com a chegada do "estranho no ninho" ao poder, o establishment se mostra cada vez mais desesperado e pronto para lançar mão de todos os meios para expelir a areia da engrenagem. O "sistema" não vai descansar de seu arbítrio enquanto não derrubar Bolsonaro, eleito com quase 58 milhões de votos.

Só há um problema com o alerta dos militares: até onde vai a elasticidade dessa corda? Não, o texto não é um apelo para alguma ação imediata das Forças Armadas, tampouco uma defesa do artigo 142 da Constituição Federal. É uma simples constatação - sem apresentar soluções - de como os adversários do presidente testam cada vez limites mais ousados, e se sentem seguros para continua avançando.

Nesta quinta tivemos a nova prisão do deputado Daniel Silveira. Ele descumpriu as regras e uma fiança de cem mil reais lhe foi imposta. A reação de pseudoliberais é o mais alarmante: vai de aplaudir o "império da lei" até repetir que "lugar de miliciano é na cadeia mesmo". Só não explicam qual foi o crime cometido! Alguém com imunidade parlamentar que teve a primeira prisão feita de forma irregular, e agora retorna à prisão dessa forma: isso não soa policialesco?

O ódio ao bolsonarismo está turvando a razão de muita gente, inclusive daqueles que se dizem liberais. Passam pano para os escancarados abusos do STF, pararam de criticar a imprensa esquerdista e normalizaram até figuras como Renan Calheiros ou Randolfe Rodrigues, enquanto enaltecem a "ciência" de picaretas sem qualquer experiência, só porque alimenta a narrativa contra o governo.

Estão levando a sério uma CPI circense, liderada por vagabundos, só de olho no desgaste de Bolsonaro. E, nesse vale-tudo, já nem ruborizam quando divulgam "pesquisas" feitas por institutos suspeitos, como a nova do Ipec, de gente que saiu do Ibope, e que sequer tentou a sutileza: Lula lidera com quase metade da intenção de votos, contra cerca de 20% apenas de Bolsonaro!

Escancararam de vez! É como disse um amigo meu, que é juiz federal: "Está difícil achar algo que não esteja esquisito ultimamente. Essa pandemia colocou as pessoas em estado de dormência, e tudo que havia de podre nas instituições parece que resolveu deixar de atuar disfarçadamente e passou a agir escancaradamente. Vide a postura do STF no último ano, a 'qualidade' da imprensa, pesquisas, etc. Não sei se isso tem volta não".

Eis meu maior receio! Quem odeia Bolsonaro esquece que ele eventualmente vai passar, seja em 2022, seja em 2026, mas esse tipo de porteira aberta fica. O esgarçamento institucional tem sido impressionante em nosso país, tudo promovido pelos "democratas" que desafiam o "fascismo imaginário". Quem quer que se recuse a virar um antibolsonarista histérico e fanático é triturado pela turma. Lacombe desabafou em sua coluna na Gazeta:

Há uma turma que se especializou nisso, em tentativas de assassinato de reputação. Sua falta de caráter, sua leviandade, desonestidade, seu mau-caratismo não têm limites.

Ele fez uma analogia com o boxe para expor a deslealdade e o jogo sujo dessa turma: "Se você entrasse num ringue como deve ser, calçando luvas, e visse no outro canto o seu adversário usando soco-inglês nas duas mãos e tendo uma faca na cintura, o que faria? Sairia do ringue e voltaria a ele também portando armas? Ou faria de tudo para convencer seu oponente a jogar dentro das regras? Eu não vou tirar minhas luvas."

Lacombe é praticamente um lorde. Mas muitos outros, cansados, indignados e desesperançados, talvez possam decidir que o momento clama por desobediência civil. Talvez queiram, por achar que estão numa guerra de vida ou morte, sair do ringue e voltar com armas. E aí eu pergunto: onde isso vai acabar? Pode uma nação sobreviver coesa dessa forma? O establishment (oposição) está esticando demais a corda. Até aqui ela parece infinitamente elástica. Mas em algum momento ela poderá encontrar seu limite, mostrar sua inelasticidade extra. E aí, o que acontece?

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