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Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

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Caso Battisti: esquerda na melhor das hipóteses é formada por idiotas; na mais provável, por cúmplices de assassino

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Quem não lembra de um bobalhão Eduardo Suplicy, com vários outros políticos de esquerda, como Chico Alencar, ao lado de Cesare Battisti, para defender o assassino italiano contra a Justiça italiana? Battisti liderou um grupo terrorista responsável por vários crimes, entre os quais quatro assassinatos que lhe renderam uma punição severa na Itália, país democrático. Não obstante, a narrativa da esquerda sempre foi a de perseguição política (como agora com Lula), e a Itália foi tratada como se fosse um regime de exceção, uma ditadura de direita que prende comunistas do nada.

Não precisamos buscar todos os que defenderam Battisti publicamente: são vários, e nem caberia aqui. Em uníssono, essa gente se colocou entre a Justiça italiana e o marginal condenado, tudo porque seus crimes foram cometidos em nome da ideologia comunista. Não eram crimes, alegavam. O companheiro era inocente. Quando Bolsonaro foi eleito e a blindagem do terrorista se desfez, bateu pânico: o homem pode ser extraditado mesmo! Virou, então, fugitivo, e acabou preso e enviado para a Itália. A esquerda insistiu na narrativa de coitadinho injustiçado.

Só não contavam com um detalhe: o próprio assassino confessar seus crimes! Pela primeira vez, após muitos anos circulando por países sob regimes esquerdistas e protegido por conta disso, Battisti resolveu falar, assumir o que fez, ainda que tentando, claro, relativizar seus atos cruéis e bárbaros:

Cesare Battisti admitiu envolvimento em quatro assassinatos durante interrogatório feito na prisão pelo procurador Alberto Nobili, responsável pelo grupo antiterrorista da cidade italiana de Milão, segundo informou a imprensa italiana nesta segunda-feira (25).

Até então, o italiano de 64 anos, que integrou o grupo Proletários Armados pelo Comunismo nos anos 70, negava envolvimento nos homicídios e se dizia vítima de perseguição política.

O procurador-geral de Milão, Francesco Greco, afirmou que ele admitiu “suas responsabilidades” em quatro assassinatos, nos ferimentos causados a outras três pessoas e em muitos roubos feitos pela grupo, de acordo com o jornal “Corriere della Sera”.

Battisti declarou ter matado duas pessoas e ser o mandante de outros dois homicídios, informou o jornal “La Repubblica”.

Battisti, que cumpre prisão perpétua na prisão de Oristano, foi condenado em 1993 por quatro assassinatos: o de um guarda carcerário, um agente de polícia, um militante neofascista e um joalheiro de Milão (o filho do joalheiro ficou paraplégico, depois de também ser atingido).

“Falo das minhas responsabilidades, não vou nomear ninguém. Quando matei foi uma guerra justa para mim”, teria afirmado Battisti a Nobili.

Guerra justa?! Para implantar o comunismo, regime responsável pela morte de cem milhões de inocentes, por muita miséria e opressão no mundo todo? Essa é a mentalidade do revolucionário utópico: ele jura que seus “nobres” fins justificam quaisquer meios, mesmo assassinato de inocentes.

“Battisti, ‘herói’ da esquerda, que vivia em colônia de férias no Brasil proporcionada e apoiada pelo governo do PT e suas linhas auxiliares (PSOL, PCdoB, MST), confessou pela 1ª vez participação em 4 assassinatos quando integrou o grupo terrorista Proletários Armados pelo Comunismo”, afirmou Bolsonaro.

“Por anos denunciei a proteção dada ao terrorista, aqui tratado como exilado político. Nas eleições, firmei o compromisso de mandá-lo de volta à Itália para que pagasse por seus crimes. A nova posição do Brasil é um recado ao mundo: não seremos mais o paraíso de bandidos!”, declarou. O presidente tem todo direito de comemorar e de alfinetar a esquerda cúmplice.

E eis o ponto principal aqui: quem achava mesmo que Battisti era inocente? O Suplicy talvez, mas mais alguém? O que a confissão de Battisti sobre seus crimes óbvios revela é que a esquerda, na melhor das hipóteses, é formada por um bando de idiota pronto a acreditar em qualquer assassino mentiroso; ou, na mais provável das alternativas, por um bando de cúmplice de um assassino, pois também acredita que os crimes, se cometidos em nome da ideologia, devem ser perdoados.

Esquerda radical é isso, e apenas isso: completos idiotas ou safados imorais. É impossível ser um comunista, perspicaz e decente ao mesmo tempo. Pode ser comuna e perspicaz, mas será indecente; pode ser comuna e decente, mas será um imbecil; e pode ser perspicaz e decente, mas nesse caso jamais será comunista!

Rodrigo Constantino

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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