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Rodrigo Constantino

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Ciro Gomes é um caminhão desgovernado que confunde democracia com “cirocracia”

Por Pedro Henrique Alves, publicado pelo Instituto Liberal

Ciro Gomes é extremamente icônico e engraçado. Vai falar que não é divertido seu jeitão todo invertebrado ao falar sobre “tratos democráticos” e desarmamento, ao mesmo tempo que diz que quer receber o “Sérgio Moro na bala”? Vai dizer que você não se diverte quando o capitão da caatinga fala de tolerância ao mesmo tempo que chama Fernando Holiday de “capitãozinho do mato”, além do recém incrementado título: “nazista”? Eu me divirto que só. Ora, a contradição e a quebra súbita de narrativas são os princípios do humor ácido; Ciro Gomes é o humorista mor da esquerda brasileira.

Muitos o consideram o novo líder político da esquerda brasileira, e, de fato, dos que passaram mais ou menos incólumes pela avalanche ética da Lava-Jato, Ciro parece ser o que menos possui escórias. Mas ele parece ter outro problema: o remedinho. Ah o remedinho; quando supostamente acaba o remedinho do homem é um verdadeiro “Deus nos acuda”.

Ciro Gomes fica completamente descontrolado quando encontra opositores que o contestam e o colocam contra a parede. Ontem, no Morning Show da Jovem Pan, ao ser contestado por Caio Coppola se ele se retrataria com Holiday por tê-lo chamado de “capitãozinho do mato”, Ciro Gomes tentou justificar a burla, temperar o defunto e perfumar o estrume. Após uma digressão típica dos burocratas soviéticos ― justificando o injustificável e ainda posando com o peito de pombo estufado ―, Ciro reafirmou sua ofensa anterior e ainda acrescentou o “nazista” à adjetivação infame.

Um completo descontrolado, um homem sem freios morais e nem travas psicológicas ante seus impulsos autoritários, um político com espírito de déspota e jeito soviético de conduzir pautas e debates. Preciso destacar o perigo disso? Acostumado a ter suas vontades prontamente realizadas, sem contestações e entreveros, quando encontra opositores que não endossam suas paranoias e nem “arregram” ante o seu dedo em riste, prontamente se transforma num ser autoritário, sem educação e, não raro, criminoso ― ora, chamar um negro de “capitão do mato”, por esse portar opiniões diferentes da sua, é o que isso se não um ato criminoso?

Ciro Gomes não faz rodeios com as suas verdadeiras posições e essências e, de certa forma, isso é louvável num homem público; Ciro Gomes é aquele mesmo que deixa escapar quando vomita os seus palavrões e verdades incômodas; é o mesmo que desce do carro de comício e sai correndo atrás de opositores para agredi-los; aquele que chama manifestantes do “fora Dilma” de “viados”, ameaçando-os dizendo que “meterá um tiro” em suas cabeças; o mesmíssimo que ameaça de morte um juiz federal; o que chama um negro de “capitão do mato”; entre outras peripécias “cirenses”.

O soviético à brasileira, aquele homem que defende belezas e pratica feiuras; que fala com lágrimas nos olhos sobre os pobres, mas achincalha um deputado, ex-favelado e homossexual, porque ele não concorda com seus dogmas; o homem feministo, defensor irrevogável dos direitos das mulheres, que tinha uma “mulher somente para dormir com ele”, sem contar quando xingou a promotora Mariana Bernardes Andrade de “filha da puta” por ter aberto investigação contra ele por injúria racial. Isso tudo é o que  denomino, há tempos já, de “esquizofrenia socialista”.

Ciro Gomes é inapto para a vida pública, ele é insubordinável, suas posições e opiniões sempre estarão acima dos demais; um homem que não mede os meios para benzer os seus fins. Suas visões serão sempre imaculadas e sacrossantas e, caso seus dogmas sejam contestados, se preparem para qualquer injúria ou até mesmo agressão. Um homem monocrático, com vários indicadores de mentalidade autoritária.

O Brasil precisa muito de um estadista com a espinha ética invergável e com o cérebro político hábil ― Bolsonaro parece, até o momento, possuir somente o primeiro ―, não precisamos, em nenhuma instância, de soviéticos descontrolados ou de cangaceiros politizados. Ciro Gomes é um caminhão desgovernado que confunde democracia com “cirocracia”; diálogo com “vá estudar menino”; debate com a “minha opinião”. O lugar de Ciro Gomes é num divã ― amarre-o por precaução ―, ou no picadeiro.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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