“Crime de apropriação cultural”: Rapaz é barrado em evento por ter “o cabelo errado”
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Vejam só que coisa. Essas ideologias identitárias coletivistas que a “revolução das vítimas e minorias” criou vai ter efeito bumerangue. Agora é a vez dos novos “oprimidos” reagirem. Já que a turma organizada da patota coletivista só enxerga grupos, os indivíduos que não preenchem os requisitos de determinado grupo serão vetados. E eis que um rapaz acabou sendo impedido de participar de um evento por ter “o cabelo errado”: ele era loiro (com dread). A moça do cabelo “black power” tentou impedi-lo de avançar, puxando-o pela camisa. Ah, se fosse o contrário…

Detido por penteado roubado“Crime de apropriação cultural” Loirinho é barrado por uma funcionária negra da Gestapo ou melhor de uma Universidade americana por ter o cabelo errado. Isto que a esquerda inventou agora da “apropriação cultural” é algo tão bizarro que sinceramente até custa tecer comentários…Mas além do bizarro extremo desta situação, a senhorita psicopata (e o hippie em potencial) nem sabem sequer o que estão falando. Os dread locks nunca foram comuns na África e os egípcios usavam perucas, os dread locks foram utilizados por várias culturas entre celtas, vikings, “homens santos” hindus (que ainda usam) e também presumo algumas tribos africanas (etc).Ainda assim, tradicionalmente em África homem de cabelo comprido é (ou era) tido como tolo. Mas quem popularizou este tipo de cabelo no mundo inteiro foram os Jamaicanos em particular Bob Marley. Não que esta discussão interesse para alguma coisa mas só para deixar a informação…

Publicado por Embaixada da Resistência em Terça, 29 de março de 2016

As universidades, que outrora foram lugares de debates instigantes, hoje geram muito calor, mas pouca luz. Foi o tema da coluna de João Pereira Coutinho nesta terça na Folha, em que diz:

Tradicionalmente, a universidade servia para confrontar o estudante com ideias novas, por vezes desconfortáveis, mas seguramente diferentes do mundo estreito onde ele viveu a adolescência. A universidade era um espaço de adultos e para adultos.

Hoje, as universidades são “lugares de segurança” onde qualquer sombra de insulto à cartilha multiculturalista é tratada com violência e segregação.

Nick Cohen dá exemplos recentes. No King’s College de Londres, uma das melhores universidades, um professor da casa tentou promover um debate sob o título: “Será que o Ocidente é responsável pelo extremismo islâmico?”

Essa pergunta, formulada nesses termos, já é uma concessão à mentalidade fanática dos fanáticos.

Mas nem assim eles acalmaram. Quando se pergunta se o Ocidente é responsável pelo extremismo islâmico, existe sempre a possibilidade insana de alguém dizer “não”.

De que vale fazer um debate quando as conclusões podem ser contrárias às nossas opiniões primárias (no duplo sentido da palavra)? Precisamente: melhor não fazer debate nenhum. O risco é elevado.

O multiculturalismo, o politicamente correto, os estudos das “minorias” e a ideologia identitária coletivista destruíram de vez qualquer debate sério nas universidades. Os campus foram dominados por proselitismo ideológico, por patotas organizadas que só enxergam grupos, classes, coletivos, jamais indivíduos em busca de conhecimento imparcial, algo que sequer aceitam existir. Criaram monstros, um bando de gente oportunista que usa essa “marcha dos oprimidos” para escalar na carreira acadêmica sem mérito individual. Chegando ao ponto de julgar a adesão ou não a um evento com base na cor do cabelo!

Rodrigo Constantino

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