Encontre matérias e conteúdos da Gazeta do Povo

Delcídio: a dolce vita dos petistas “altruístas”

Que alguém – um só indivíduo – ainda acredite mesmo que o PT luta pelo bem dos mais pobres, isso é algo espantoso. Quem ainda não percebeu que o discurso igualitário serve apenas para conquistar poder e fortuna para a cúpula partidária precisa de ajuda psiquiátrica, ou no mínimo de um oculista. São tantos casos de vida de luxo de petistas que é preciso ser muito míope mesmo para não enxergar o óbvio.

Uma reportagem do GLOBO de hoje mostra, por exemplo, o estilo de vida do “abnegado” Delcídio do Amaral, até então o líder do governo no Senado (não é pouca coisa). O mesmo que tentou articular uma fuga cinematográfica para Cerveró, a fim de evitar sua delação premiada comprometedora, levava uma vida de nababo em sua cidade:

O aniversário de 15 anos da filha caçula do casal, em maio de 2011, segundo o colunista social sul-mato-grossense Fernando Soares, “não ficou devendo em nada ao casamento do século” entre o príncipe William e Kate Middleton. A festa reuniu mais de 700 pessoas numa mansão de 1.600 metros quadrados, em Campo Grande. Soares contou à época que a decoração começou um mês antes. “Na entrada, painéis, com celebridades internacionais, revelavam que Hollywood era ali. Foram servidas 240 garrafas da champanhe Veuve Clicquot. Seis chefs trabalharam no preparo da comida, que incluía caviar. O pizzaiolo do programa do Faustão foi contratado para preparar pizzas na hora, e os barmen, que vestiam smoking branco, eram de São Paulo e Brasília.

[…]

Em 2012, o aniversário de Maika, em 12 de janeiro, foi celebrado com as amigas no balneário uruguaio de Punta del Este. Menos de um mês depois, o de Delcídio, dia 8 de fevereiro, começou com um almoço para os colegas do Senado, em Brasília, e terminou com um jantar, no Rio, no Copacabana Palace.

[…]

No começo dos anos 2000, Maika foi personagem de uma reportagem na “Folha de S.Paulo” sobre compradoras da Daslu de fora de São Paulo, que tinham acesso a um serviço exclusivo de entrega em casa das roupas da boutique que, naquela época, era ícone do consumo de artigos de luxo no país. Apresentada como dona de 200 pares de sapatos, a mulher do senador contava que “só conseguia usar bolsa importada” e que, em Campo Grande, não poderia comprar tudo o que gostaria “porque passaria a imagem de arrogância e prepotência”.

No verão brasileiro, a família frequenta a badalada praia de Jurerê Internacional, em Florianópolis; no europeu, lugares como Ibiza, na Espanha. Foi lá, em julho, numa boate, que uma mulher que estava no grupo do senador discutiu, segundo o colunista Bruno Astuto, da revista “Época”, com uma brasileira que tentava fazer imagens do então líder do governo Dilma. Os seguranças foram chamados para acalmar os ânimos.

É muita abnegação em prol dos mais pobres, não é mesmo? Os igualitários do PT podem levar uma vida que nem os 1% mais ricos levam, que está tudo bem: basta falar depois em nome dos mais pobres e contra a riqueza, a ganância, que os idiotas úteis acreditam. Fazer parte da esquerda é um salvo-conduto para a hipocrisia.

Não é a riqueza que o PT detesta; é a riqueza alheia, conquistada por mérito individual no mercado. Essa o partido quer tomar para si, para que seus líderes possam levar uma vida de magnata sem precisar produzir riqueza. É a “burguesia do capital alheio”, como diz Reinaldo Azevedo. Petista igualitário vale tanto quanto uma nota de três reais…

Rodrigo Constantino

Você pode se interessar

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.