i

O Sua Leitura indica o quanto você está informado sobre um determinado assunto de acordo com a profundidade e contextualização dos conteúdos que você lê. Nosso time de editores credita 20, 40, 60, 80 ou 100 pontos a cada conteúdo – aqueles que mais ajudam na compreensão do momento do país recebem mais pontos. Ao longo do tempo, essa pontuação vai sendo reduzida, já que conteúdos mais novos tendem a ser também mais relevantes na compreensão do noticiário. Assim, a sua pontuação nesse sistema é dinâmica: aumenta quando você lê e diminui quando você deixa de se informar. Neste momento a pontuação está sendo feita somente em conteúdos relacionados ao governo federal.

Fechar
A matéria que você está lendo agora+0
Informação faz parte do exercício da cidadania. Aqui você vê quanto está bem informado sobre o que acontece no governo federal.
Que tal saber mais sobre esse assunto?

Rodrigo Constantino

Foto de perfil de Rodrigo Constantino
Ver perfil

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

Demétrio x Verissimo: a esquerda pensante contra aquela estúpida e canalha

  • PorRodrigo Constantino
  • 22/09/2016 12:24
Demétrio x Verissimo: a esquerda pensante contra aquela estúpida e canalha
| Foto:

Ler a coluna pérfida de Verissimo hoje no GLOBO, em que defende o “sucesso” do governo lulopetista na área social, e depois ler a coluna de Demétrio Magnoli logo abaixo é constatar o abismo entre a esquerda pensante e civilizada, representada pelo sociólogo, e aquela estúpida e/ou canalha, representada pelo humorista. São dois mundos muito distintos, ambos de esquerda, mas separados por um muro intransponível.

Enquanto Verissimo distorce os fatos, mente descaradamente, inventa coisas e finge que não viu tantas outras, tudo para defender o indefensável, Demétrio confronta a realidade, cobra coerência, desnuda fantasias e derruba mitos, em nome de uma esquerda mais moderna, civilizada e, claro, democrática. Abaixo, alguns trechos de sua excelente coluna:

Lula e Dilma, depois de tudo — é sério isso? Os heróis da esquerda são os compadres de Marcelo Odebrecht, os chefes dos gerentes-operadores da Petrobras, o óleo na engrenagem de um capitalismo de subsídios e sombrias negociatas. Na ordem lulo-dilmista, circulavam como aliados e associados os mesmos canalhas que rodeiam o atual governo. O que eles “odeiam” não é a presença perene dessa gente, mas a ausência de seus heróis sem nenhum caráter. O Temer que eles odeiam é a implicação necessária dos governos que eles amaram.

[…]

E nada se aprendeu sobre políticas sociais referenciadas em estímulos conjunturais ao consumo e transferências diretas de renda, que se esgotaram sem reformas de fundo. Enquanto ainda cantam as glórias petistas, eles escondem de si mesmos a permanência de uma educação pública em ruínas e as carências humilhantes dos serviços públicos de saúde. Eles gostam de cotas, não de direitos universais.

O que sobra de uma esquerda cega à desolação das nossas metrópoles cindidas em guetos sociais e, portanto, estruturalmente violentas? Por que eles amam tanto o retrógrado Minha Casa Minha Vida, um programa que ergue habitações populares distantes dos centros das cidades, reiterando um padrão secular de segregação espacial? Copa, Jogos Olímpicos, Porto Maravilha: a roda da fortuna da especulação imobiliária.

Em seguida, Demétrio menciona Guilherme Boulos, o líder do MTST, que “inverteu a sequência temporal dos eventos para justificar a falência econômica da Venezuela chavista pelo colapso das cotações do petróleo”. E cita Wagner Moura, “cuja inteligência política é inversamente proporcional a seu talento dramático”, e que “clama por recursos públicos para um filme sobre Marighella”. E não poupa o ator em sua análise: “À luz da história, compreende-se o erro trágico dos militantes que se engajaram naquela aventura. Já a romantização da tragédia, tanto tempo depois, e na vigência das liberdades democráticas, deve ser classificada como o ato típico de um idiota”.

Sim, são idiotas, ou pior, canalhas. Defendem Chávez e Fidel Castro, defendem Lula e Dilma, defendem o socialismo em pleno século XXI. E fazem isso em ritmo de bossa nova, com ar de superioridade intelectual, bancando os chics, os descolados, como faz Caetano Veloso, alvo dos ataques do sociólogo. Sim, em pleno século XXI, a esquerda brasileira ainda cultua a figura do caudilho latino-americano, o ícone do nosso atraso. Chico Buarque, Caetano, Wagner Moura, Verissimo: todos abraçados, juntos, “caminhando e cantando e seguindo a canção” rumo ao lixo da História…

Rodrigo Constantino

Deixe sua opinião
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Máximo de 700 caracteres [0]

Receba Nossas Notícias

Receba nossas newsletters

Ao se cadastrar em nossas newsletters, você concorda com os nossos Termos de Uso.

Receba nossas notícias no celular

WhatsApp: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Comentários [ 0 ]

O conteúdo do comentário é de responsabilidade do autor da mensagem. Consulte a nossa página de Dúvidas Frequentes e Política de Privacidade.