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Rodrigo Constantino

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“É inconcebível relativização da barbárie”, diz editorial do GLOBO

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Há um tipo de gente que é mesmo desprezível. Movida por um antiamericanismo patológico, essa turma dá um jeito de sempre relativizar os atos mais bárbaros cometidos contra o Ocidente capitalista e aliviar a barra dos terroristas, quando agem contra o “sistema”. São seletivos na revolta, endossam um relativismo exacerbado apenas quando é para justificar a escória da humanidade.

Por exemplo: um típico “psi” desses irá dizer que ficamos revoltados com os terroristas islâmicos pois nos identificamos de alguma forma com esse “Outro” que também nos habita. É baboseira pura, e serviria para tudo (ou para nada). Poderíamos dizer que esses mesmos “psis” odeiam tanto o Bolsonaro e o Cunha porque eles falam a esse “Outro” que vive dentro deles. Relativistas são sempre hipócritas.

O editorial do GLOBO de hoje foi direto ao ponto ao repudiar qualquer tentativa de relativismo quando se trata de atos terroristas bárbaros. Aqueles que buscaram explicações nos “excessos” dos chargistas franceses mortos pelos jihadistas ficam perplexos quando dezenas de inocentes morrem aleatoriamente só porque estavam num show. A canalhice e a patologia entram em campo, então, para justificar também mais essa barbárie: a culpa é do governo francês. Diz o jornal:

Ora, este é um tipo de raciocínio que pode ser aplicado a tudo na História. Até para justificar a trajetória de Hitler e o rastro que deixou milhões de mortos. Afinal, a Alemanha foi sufocada pelo Tratado de Versalhes, marco do fim da I Guerra, de que o país saiu como derrotado, e isso terminaria gerando um ditador nacionalista, racista, populista, autoritário.

Existe, então, quem tenda a ter alguma condescendência diante do nazi-islamismo do EI e similares, porque tudo seria fruto de intervenções ocidentais no Oriente Médio, em particular dos Estados Unidos. Só mesmo o antiamericanismo infantojuvenil do PT explica que meses atrás a presidente Dilma tenha se colocado contra ataques ao EI. Já na reunião do G-20, na Turquia, na esteira dos assassinatos em Paris, Dilma reviu aquela posição, com acerto. Chance para o PT saber ao certo de que lado precisa estar o Brasil nesses conflitos derivados da crise eterna no Oriente Médio.

Não pode haver relativizações quando estão em jogo conquistas inscritas na Declaração Universal dos Direitos Humanos e em incontáveis constituições nacionais, inclusive a brasileira. No Oriente e Ocidente, são cometidos crimes contra a Humanidade, e que, por isso, merecem repulsa e reação da comunidade internacional. Fique claro que, na essência, o Bem e o Mal existem.

Mas esse papo de Bem e Mal é “simplista demais”, alegam os relativistas. Curiosamente, eles jamais dizem isso quando sob ataque estão os conservadores, os “reacionários”, os “neoliberais” ou os “fascistas”. Quando é para defender ou justificar um terrorista comunista, um black bloc, um corrupto do PT, um jihadista islâmico, aí puxam o relativismo da cartola. Mas quando é para condenar alguém da direita…

Rodrigo Constantino

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Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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