Blog / 

Rodrigo Constantino

Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.

Artigos

Em atitude corajosa de estadista focado no longo prazo, Trump retira EUA de acordo iraniano

O presidente americano Donald Trump não foi convencido por aqueles que tentavam salvar o acordo de pai para filho costurado por Obama com a teocracia iraniana, e decidiu retirar os Estados Unidos do pacote. A choradeira da imprensa, quase toda de esquerda e fã do “pacifista” Obama, será inevitável, mas Trump agiu com coragem e focando no longo prazo, como devem fazer os estadistas.

Afinal, o acordo não havia impedido o avanço iraniano rumo ao projeto nuclear, conforme acusações israelenses mostraram. Trump, décadas atrás, alertava para a postura negligente em relação ao regime da Coreia do Norte, um alerta que se mostrou profético. O ditador se armou nuclearmente, e ficou mais difícil lidar com ele.

Não obstante, Trump subiu o tom, pressionou a China, ameaçou com mais sanções e até ação militar, e com isso conseguiu colocar o ditador diante do presidente da Coreia do Sul, num acordo histórico. Trump compreende aquilo que a esquerda obamista, no jardim de infância dos sonhos românticos, não entende: que a geopolítica precisa contar com a tática do “good cop/bad cop”, com a estratégia do “stick & carrots”, ou seja, diálogo sustentado por ameaça militar crível.

Com o Irã, Trump seguiu a mesma lógica, antes que fosse tarde demais. O presidente americano chamou o acordo de desastroso e de embaraço para os americanos, afirmando que ele não impediu o Irã de continuar seu programa nuclear.

“O regime iraniano patrocina o terrorismo e exporta mísseis para grupos como Hamas, Hezbollah e al-Qaeda”, disse Trump ao justificar a sua decisão. “Deixei claro que o acordo deveria ser renegociado ou os EUA não permaneceriam. Está claro para mim que não temos como evitar uma bomba nuclear iraniana com este acordo”, acrescentou.

Leandro Ruschel comentou sobre a decisão com tom de aprovação: “Trump acaba de anunciar que os EUA estão se retirando do acordo nuclear iraniano e que aplicarão sanções ao ‘maior promotor de terrorismo do planeta’ e a qualquer país ou empresa que ajudá-lo a desenvolver armas nucleares”.

Alexandre Borges foi ainda mais enfático: “O fim do colaboracismo americano arquitetado pelo Partido Democrata com o Irã foi anunciado hoje, 8 de maio, Dia da Vitória. Mais simbólico, impossível. Trump impedindo o erro brutal de Clinton em 94 com a Coréia do Norte se repetir com o Irã. O mundo vai dormir mais seguro esta noite, apesar da extrema-imprensa”.

Já Victor Grinbaum desabafou sobre o viés da grande imprensa, sempre contra Trump e Israel, e dando um jeito de enaltecer Obama e palestinos:

Ontem liguei a TV na GloboNews para tentar puxar o sono. Eu sempre me arrependo quando faço isso, mas sei lá que força estranha é essa que me faz repetir inúmeras vezes tal comportamento de risco.

Ia terminando a “Edição da Meia-Noite”, e o assunto era… Donald Trump.

O que seria da mídia mainstrean sem Donald Trump?

“Donald Trump anunciou a retirada dos Estado Unidos do acordo nuclear com o Irã. Trump vai destruir uma costura política que envolveu outros países e que o ex-presidente Barack Obama levou meses para construir”.

Nenhuma palavra sobre todas as provas que o Mossad recolheu de dentro das usinas iranianas de que o país nunca obedeceu aos termos do acordo.

Trump “destruiu” o que Obama “construiu”.

Cinco minutos depois acaba a “Edição da Meia-Noite” com uma sequência de imagens do dia: erupção vulcânica no Havaí, umas amenidades daqui e dali… e um cara que chora copiosamente numa quina de parede.

Na legenda: “Jovem chora a morte de seu irmão assassinado por israelenses na Faixa de Gaza”.

Nenhuma palavra sobre a série de ataques terroristas que o Hamas vem promovendo há semanas na fronteira de Gaza com Israel, que incluem bombas incendiárias contra bosques e plantações próximas e tentativas de invasão do território de Israel por homens armados.

Perdi o pouco sono que tinha.

De fato, é difícil não perder o sono com essa mídia torcedora de esquerda. Mas ao menos podemos dormir mais tranquilos, pois no comando da América, xerife do mundo civilizado, há um presidente que não liga a mínima para essa imprensa, e toma as decisões difíceis que precisam ser tomadas, se quisermos um futuro melhor e mais seguro.

Rodrigo Constantino

8 recomendações para você

Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

Saiba Mais

Arquivos