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Rodrigo Constantino

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Gleisi Hoffmann é inimiga do Brasil e envergonha a pátria

Por Lucas Berlanza, publicado pelo Instituto Liberal

Não somos de meias palavras quando se trata de coisa séria. Uma afronta repugnante como a que a senadora petista e atual presidente da legenda, Gleisi Hoffmann, fez à Justiça brasileira não pode merecer tratamento cordial.

Repercutiu nesta quarta-feira (18) um vídeo enviado à grande emissora de televisão do mundo árabe, a Al Jazeera, em que a senadora denuncia a prisão de Lula como uma “prisão política”, mais um desdobramento do “golpe de Estado” que depôs a “inocente presidenta” (sic) Dilma Rousseff, além de uma ameaça aos “direitos humanos”, e convida “a todos e a todas a se juntarem conosco nessa luta”. Frisando a “amizade de Lula com o mundo árabe”, Gleisi explicitamente quer a ajuda das forças sociais da região para enfrentar a “injustiça” cometida por Sérgio Moro, pelos procuradores da Lava Jato, o TRF-4 e até pelo STF. Garantiu que a Rede Globo está pressionando o Poder Judiciário apenas para manter Lula preso e favorecer um projeto de entrega do petróleo ao estrangeiro e uma política externa submetida ao Departamento de Estado americano (!!).

Quanta originalidade! Desde pelo menos Luiz Carlos Prestes, agitador comunista enaltecido por Ciro Gomes como “patriota” e que em verdade era um agente vendido ao Komintern que apoiaria a totalitária União Soviética se esta dominasse o Brasil, as extremas esquerdas no país têm por modus operandi predileto disfarçar de nacionalismo econômico seu profundo desprezo pelos reais interesses da pátria e do seu povo.

Oportuno observar, diante da transformação do tucano Aécio Neves em réu, que é apenas Lula a ensejar histrionismos antinacionais como este que partiu da nefasta senadora, acrescentando uma cereja de bolo a uma ficha já corrida de desserviços prestados ao Brasil. Não basta estar na mira da Lava Jato, indiciada pela Polícia Federal por corrupção passiva e denunciada pelo Ministério Público por envolvimento com propinas na Petrobrás, juntamente com o marido. É preciso fazer algo ainda pior que corromper-se para açambarcar bens: ela considera ajuizado malbaratar a dignidade brasileira aos olhos do mundo.

Seu argumento de que já ofereceu declarações similares a outras emissoras internacionais só torna tudo pior. Hoffmann, como capitã de um exército infame ao resgate do líder decaído, quer de todo modo colocar o mundo contra o povo brasileiro que esteve nas ruas pelo impeachment, contra a Justiça que finalmente aprisionou o mestre da maior quadrilha da história e ao mesmo tempo uma seita política autoritária e antirrepublicana, contra o cidadão comum que cometeu o terrível crime de não provocar nenhuma “guerra civil” porque um bandido foi punido. É inimiga de toda uma gente sequiosa por justiça e prosperidade – inimiga, portanto, do Brasil, da pátria enfim, ao se dispor de tal maneira a envergonhá-la.

Algumas lideranças políticas já se mobilizaram para questionar a atitude de Gleisi nos órgãos competentes. A parlamentar Ana Amélia foi uma que levantou a voz contra o gesto temerário, mas não se ficou apenas no gogó. O deputado Jerônimo Goergen anunciou que enviaria um ofício à Polícia Federal sobre o vídeo. O movimento Brasil 200 protocolou uma ação na PGR.

Para Gleisi, tudo isso se deve a “ignorância, preconceito e xenofobia” contra os árabes. Ocorre que os “amigos de Lula” por aquelas bandas, como é notoriamente sabido, são autênticos ditadores, sejam autocratas laicos, teocráticos ou defensores de organizações terroristas. Não é xenofobia admitir uma realidade tão palpável. Dirigir-se a eles pedindo “ajuda” contra a lei nacional é, sem qualquer exagero, um acinte que a sociedade brasileira não pode admitir. Imaginamos como deve estar sendo difícil a essas pessoas ouvir falar em “direitos humanos” e “golpe” e tentar entender o que Gleisi quis dizer com esse conceito estranho a nações que ainda lutam para permitir que mulheres ponham o rosto para fora das burcas ou que seguem assassinando cristãos, homossexuais e outros grupos minoritários.

Nós, ao contrário, entendemos muito bem e não gostamos do que vimos. Se, no Brasil, comentários de gosto duvidoso ou politicamente incorretos de um parlamentar forem motivo de condenação, mas desafiar a soberania da nossa jurisdição for algo absolutamente convencional e tolerável, estaremos de fato em péssimos lençóis. O movimento vil e irresponsável de Gleisi Hoffmann deve ser severamente repudiado.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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