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Rodrigo Constantino

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Guilherme Boulos, o pior dos presidenciáveis do PSOL

Por Luan Sperandio, publicado pelo Instituto Liberal

Todos os planos de governo de presidenciáveis do PSOL sempre tiveram em comum o compromisso com o fracasso, o colapso das contas públicas e o completo caos caso as ideias fossem implementadas. A candidatura de Guilherme Boulos, todavia, consegue a proeza de ser a pior entre todas as lançadas pelo partido desde sua primeira disputa presidencial, a partir de 2006.

Isso porque o PSOL originou-se a partir da expulsão dos membros mais radicais do Partido dos Trabalhadores no episódio da Reforma da Previdência de 2003. Apesar da esdrúxula defesa do Socialismo, o partido surgiu como uma alternativa ao PT dentro da esquerda brasileira, com valores mais puros e marcado por suas críticas ao Lulopetismo. O discurso de integridade vendido pela agremiação destacou-se também e se manteve ao longo do tempo. Exemplo disso foi uma enfurecida nota em 2012 sobre o Mensalão, atacando o Partido dos Trabalhadores, que como defesa argumentava que tratava-se de uma peça de ficção inventada pela mídia para desestabilizar o governo.

Apesar do rótulo de linha auxiliar do petismo, o PSOL nunca se comportou como o PC do B, lançando sempre presidenciáveis com críticas ao partido de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Em 2006 Heloísa Helena fez  6,5 milhões de votos. Em plena campanha eleitoral chamou o então presidente Lula de “gângster” e antecipou-se ao Ministério Público acusando o PT de ser uma “organização criminosacapaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que ameace seu projeto de poder”.

Plínio de Arruda Sampaio, em 2010, encurralou Dilma Rousseff nos debates, evidenciando que Fernando Henrique Cardoso havia promovido mais a reforma agrária que o PT. Mostrou ainda incoerências do Lulopetismo e atacou a política externa do Palácio do Planalto, além de fazer críticas a vários dos programas sociais. Recebeu quase 900 mil votos nas urnas.

Em 2014 Luciana Genro atacou a política agrária de Dilma e o Petrolão arquitetado pelo PT. Naquele pleito, recebeu mais de 1,6 milhão de votos. Mesmo após o fim da corrida eleitoral, continuou tecendo críticas de toda sorte ao PT.

Guilherme Boulos, entrementes, encerra esse ciclo do PSOL crítico ao PT. Ele se porta como um legítimo advogado de Lula e do PT. Sua primeira manifestação em debates foi, justamente, lamentar a ausência do candidato presidiário.

Boulos representa o completo alinhamento do PSOL ao projeto do PT, compactuando, inclusive, com a corrupção petista. Não à toa seu nome foi lançado sob protestos internos.

O resultado disso se traduz pela baixa intenção de votos. Mesmo gastando mais de R$ 6 milhões de reais na campanha, viajando a vários estados, comparecendo a todas as entrevistas, debates e sabatinas, Boulos possui, segundo as pesquisas, intenção de voto inferior a Cabo Daciolo. O detalhe é que o patriota gastou menos de R$ 100 mil em sua campanha e passou semanas isolado, “jejuando em um monte”.

A baixa expressividade do eleitorado de Boulos reflete-se no fato de que o socialista não apresenta nenhuma contraposição ao PT, apenas endossando os planos do partido e defendendo o ex-presidente condenado. Assim, quem gosta minimamente de Boulos gosta muito mais de Lula, logo, votará no candidato indicado por ele, isto é, Fernando Haddad. De todos os analisados, Boulos é o pior dos presidenciáveis lançados pelo PSOL.

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Sobre / 

Rodrigo Constantino

Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

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