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Ilustração: Kako Abraham/BBC
Ilustração: Kako Abraham/BBC| Foto:

A mídia mainstream, os jornalistas em geral e os “intelectuais” estão todos muito preocupados com o “conluio” entre Trump e os russos, que nunca foi provado, e que teria influenciado as eleições americanas. Mas o que foi provado, e segue ignorado por muitos desses jornalistas, é o uso de perfis falsos nas redes sociais pelo PT durante as eleições de 2010. A BBC Brasil acaba de publicar uma longa reportagem com investigações que comprovam a estratégia de guerrilha virtual da quadrilha. Eis alguns trechos:

Esse “Armando”, no entanto, nunca existiu. Seu blog e seus perfis no Orkut e no Twitter eram administrados por quatro pessoas que teriam recebido, para tanto, de R$ 3,5 mil a R$ 4 mil mensais entre maio e outubro de 2010. A BBC Brasil entrevistou sob a condição de anonimato três dessas quatro pessoas, que dizem ter sido recrutadas sem contrato formal por uma empresa de marketing político baseada em São Paulo para levar isso a cabo.

Seu trabalho, segundo relatam, era alimentar o blog com postagens desmentindo supostos boatos sobre Dilma Rousseff e publicar textos parciais e contrários a seu principal adversário, José Serra (PSDB), que acabou derrotado no segundo turno. A página também chegou a ter notícias falsas. E, para disseminar seu conteúdo, o trabalho acabou envolvendo a criação de perfis falsos – ao menos 131 deles no Twitter, segundo uma lista à qual a BBC Brasil teve acesso.

[…]

Para Pablo Ortellado, professor do curso de Gestão de Políticas Públicas da USP, a descoberta “mostra que o Brasil tem pelo menos oito anos de ‘know-how’ de como fazer fakes de maneira sofisticada como estratégia organizada de campanhas políticas”. “Parece pioneirismo brasileiro. Um primeiro ensaio, um embrião de como fazer essa influência que deve ter aumentado nos ciclos posteriores.”

[…]

Os coordenadores exigiam que os usuários falsos tivessem perfis demográficos variados, com classe, profissões, origem e estilo distintos e plurais, de acordo com os relatos dos entrevistados. O objetivo seria manter uma ampla gama de perfis que apoiassem Dilma, com o objetivo de interagir com diferentes comunidades de forma atrativa para elas.

Quem combate o PT há anos, como eu, está cansado de conhecer o modus operandi da turma. Jogam baixo, usam perfis falsos, mentem, inventam, distorcem, atacam, intimidam, difamam. É coisa de bandido mesmo, de quadrilha, de gente inescrupulosa. Os soldados petistas, de olho nas boquinhas que a quadrilha distribuía com o butim, a pilhagem da coisa pública, partiam para o ataque aos adversários do PT, escondidos por trás de perfis falsos.

Assim é o PT, desde sempre: um ajuntamento imoral de gente que considera a ética uma afetação da burguesia, e que está disposta a lançar mão de quaisquer meios para atingir seus “nobres” fins: o poder, sempre o poder, e os louros que vêm dele, e que enriqueceram toda a cúpula petista e as várias prostitutas intelectuais no processo, as “penas de aluguel” que mereceram a alcunha de “esgotosfera” e que também atuavam dentro dos jornais.

Não tem jeito: quanto mais se investiga, mais fica claro que o PT só tem cúmplices em crimes, não defensores sinceros.

Rodrigo Constantino

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