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Imagem que está circulando pelas redes sociais, e que apenas adaptei e traduzi.
Imagem que está circulando pelas redes sociais, e que apenas adaptei e traduzi.| Foto:

Fobia é medo. Existe o medo racional e o irracional. Há pessoas que possuem medo irracional de baratas, enquanto deveriam sentir apenas nojo. O medo de ratos já me parece um pouco mais racional: podem transmitir a raiva. O de aranhas, então, nem se fala: bichos pequeninos, mas às vezes com veneno poderoso. Agora: faz sentido falar em medo irracional ao Islã, quando praticamente todos os atentados terroristas são realizados por adeptos dessa religião?

Não importa. Na cabeça dos multiculturalistas, a tal “islamofobia” – que seria um medo irracional de muçulmanos – é a coisa mais terrível do mundo. Como assim ter medo de muçulmanos? Como assim criticar o Islã? Isso é preconceito, intolerância, racismo e tudo mais de abjeto que a esquerda “progressista” diz combater. Só tem um detalhe: essa postura tem alimentado o radicalismo e, por tabela, o terrorismo islâmico.

Sim, porque impede o debate, a crítica, e a denúncia. Há relatos de vizinhos que perceberam atitudes estranhas, radicais, mas não denunciaram os envolvidos por receio de serem acusados depois de preconceituosos, de “islamofóbicos”. E há relatos, como esses sobre o recente ataque em Londres, de vizinhos que tiveram a coragem de denunciar, mas foram as autoridades que preferiram não agir com base nisso, também para não parecerem intolerantes ou preconceituosas.

Guetos islâmicos são protegidos da lei dentro do próprio Ocidente, para que a sharia seja aplicada em confronto direto com as regras locais. Apesar de não termos nenhuma morte relatada tendo como motivação a tal “islamofobia”, eis que a esquerda a considera mais importante do que o próprio terrorismo islâmico. Sempre que vemos um novo ataque, lá vem a tropa de choque “progressista” para alertar contra a “islamofobia”.

Julgo esse assunto tão relevante que ele mereceu um apêndice inteiro em Esquerda Caviar, onde mostro o risco de tratar como “islamofobia” qualquer tentativa de discutir objetivamente a seita criada por Maomé e seus seguidores no mundo de hoje. No livro, não poderia ser mais direto. Após elencar inúmeros atentados terroristas em nome de Alá, e comparar as conquistas culturais e científicas do Ocidente cristão com o Islã, escrevi:

Como disse Walter Laqueur em After the Fall, a “islamofobia” é basicamente um termo propagandístico criado com o intuito de suprimir qualquer crítica ou oposição às demandas e reclamações de imigrantes islâmicos que recusam a se adaptar ao ambiente cultural que os acolheu. […]

Quais as conquistas da outra cultura, da cultura dos barbudos com turbantes que maltratam as mulheres? Nenhuma vitória nos campos da ciência, tecnologia ou bem-estar social. A duplicidade, a ambiguidade e a hipocrisia de muitos “pensadores” ocidentais colocam em risco a própria sobrevivência do Ocidente, a própria liberdade de expressão que hoje usam contra si mesmos. Manter os olhos fechados para a realidade não é uma opção aceitável. Quando resolverem abri-los, poderá ser tarde demais. Ayaan Hirsi Ali vai direto ao ponto:

Analistas irritantemente idiotas – sobretudo gente que se dizia arabista, embora parecesse nada conhecer da realidade do mundo islâmico – escreveram resmas de comentários. Seus artigos falavam do islã que salvara Aristóteles e descobrira o zero, o que os estudiosos medievais tinham feito mais de oitocentos anos antes; falavam no islamismo como religião da paz e da tolerância, sem um pingo de violência. Aquilo não passava de balela, não tinha nada a ver com o mundo real que eu conhecia.                                                                                    

Mas a esquerda caviar não quer saber de nada disso. O pós-moderno rejeita rótulos e hierarquia de valores. Tudo é pura questão de gosto. Claro, eles mesmos preferem viver no Ocidente, mas apenas porque se acostumaram a isso. E quando um deles vai visitar um país muçulmano, especialmente dos mais radicais, conta com forte aparato de segurança, pois no fundo sabem onde mora o perigo. Só não podem dizer isso abertamente, porque não pega bem com a turma. Melhor continuar demonizando Israel e os Estados Unidos e elogiando os países islâmicos…

Até quando vamos proteger a intolerância e o radicalismo sob o manto da “islamofobia”? Até todos usarem a burca e aceitarem a submissão completa? Aí não haverá, de fato, mais “islamofóbicos”; apenas islâmicos.

Rodrigo Constantino

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